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Presidente Obama pede mais civilidade na política

  • Paulo Faria

Presidente Obama pede mais civilidade na política

Presidente Obama pede mais civilidade na política

No discurso que fez na cerimónia, o presidente Obama referiu-se ao que chamou de um discurso nacional “profundamente polarizado” e pediu aos americanos para não permitirem que a tragédia crie mais divisões

13 Jan 2011 - O presidente Barack Obama, numa emocional visita na quarta-feira a noite a Tucson, no Estado do Arizona, visitou os feridos do massacre do último sábado e as famílias das seis pessoas mortas. O presidente e a primeira-dama, Michelle Obama, participaram numa cerimónia em honra das vítimas e pediram aos americanos mais civilidade no actual debate nacional despoletado pelo trágico evento.

Obama deslocou-se primeiramente ao Hospital da Universidade do Arizona onde visitou a congressista Gabrielle Giffords, que continua em estado crítico, e outras quatro pessoas feridas gravemente, tendo estado também com membros das famílias das seis pessoas mortas.

No discurso que fez na cerimónia, o presidente Obama referiu-se ao que chamou de um discurso nacional “profundamente polarizado” e pediu aos americanos para não permitirem que a tragédia crie mais divisões:

“Sim, temos de examinar todos os factos que estão por detrás desta tragédia. Não podemos e não seremos passivos face a tal violência. Temos de desafiar velhos preconceitos de forma a diminuir as perspectivas de violência no futuro. Mas o que não podemos fazer é usar esta tragédia como mais uma ocasião para nos virarmos uns contra os outros. Isso não podemos fazer.”

Resultados de uma sondagem USA Today / Gallup indicam que somente 20 por cento dos americanos pensam que a retórica política acalorada foi um grande factor que influenciou o alegado atirador em Tucson. Quarenta e dois por cento dizem não ter sido um factor e 22 por cento afirmam que desempenhou um papel menor.

No seu discurso, o presidente Obama chamou a atenção contra “simples explicações” para a tragédia. Referindo-se a Christina Taylor Green, de nove anos, que morreu no tiroteio, apelou aos americanos para uma reflexão que evite o que chamou do “habitual plano de políticos, premeditação e mesquinhez.” :

“Se, como tem sido discutido nos últimos dias, as mortes ocorridas ajudam-nos a introduzir uma maior civilidade no nosso discurso público, lembremo-nos de que essa tragédia não foi causada por uma simples falta de civilidade. Não foi. Porque apenas um discurso público mais civil e honesto pode ajudar-nos a enfrentar os desafios da nossa nação, de uma forma que nos faça ficar orgulhosos.”

Mas o debate nacional a volta do massacre de Tucson tem vindo a intensificar-se.

Sarah Palin, a antiga candidata republicana a vice-presidência em 2008 e antiga governadora do Alasca, divulgou um comunicado na sua página do Facebook criticando jornalistas e políticos por sugerirem que a retórica política acalorada foi responsável pelo tiroteio de Tucson:

“Especialmente, horas depois de uma tragédia, jornalistas e políticos não podem manufacturar um libelo sangrento que sirva apenas para incitar o muito ódio e violência que pretendem condenar. Isso é repreensível. “

Entretanto, reacendeu-se o debate sobre o controlo de armas e segurança para os membros do Congresso. Alguns congressistas introduziram legislação que proíbe certos tipos de carregadores de balas de grande capacidade para armas.

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