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EUA reconhecem Raimundo Pereira como presidente interino da Guiné-Bissau


Raimundo Pereira, Presidente da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau

Raimundo Pereira, Presidente da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau

Partidos da chamada "oposição democrática" não aceitam Pereira como chefe de estado interino, como diz a Constituição

Os Estados Unidos reconheceram, terça-feira, Raimundo Pereira como presidente interino da Guiné-Bissau.

"Estamos preparados para colaborar com a comunidade internacional e com o presidente-interino Pereira para organizar eleições em tempo útil", diz um comunicado divulgado terça-feira ao fim do dia em Washington.

O comunicado felicita o "governo da Guiné-Bissau e os seus militares", que "recentemente trabalharam bem em conjunto para enfrentarem uma ameaça interna à governação democrática".

A nota da diplomacia americana apresenta condolências so povo guineense pelo falecimento do Presidente Malam Bacai Sanhá e promete continuar a apoiar "as suas aspirações de paz, prosperidade e estabilidade" dos guineenses.

No seu país, o Presidente da Assembleia Nacional Popular, Raimundo Pereira, que interinamente e à luz da Constituição da República, vai assumir a Chefia do Estado, está a ser alvo de alguma contestação.

Os partidos políticos, agrupados em Oposição Democrática, ostentam estar já preocupados com as perspectivas políticas, sobretudo com assunção da Chefia de Estado por parte de Raimundo Pereira.

A oposição alerta ainda daquilo que considera ser a pretensão do Partido no poder em ver Carlos Gomes Júnior a candidatar-se ao cargo do Presidente da República nas próximas eleições presidenciais antecipadas.

Oposição desconfia de Raimundo Pereira que vai assim assumir interinamente a Chefia do Estado guineense, depois da morte de Malam Bacai Sanha, cuja cerimónia fúnebre deverá ocorrer ainda esta semana, conforme a Comissão criada para o efeito. Maria Adianto Djalo Nandiga, Ministra da Presidência do Conselho de Ministros, que está a presidir a comissão em referência disse ainda que a transladação dos restos mortais do Presidente defunto está dependente da prontidão das autoridades de Paris.

Palavras da Ministra da Presidência do Conselho de Ministros, no dia em que as organizações da sociedade civil e das comunidades religiosas dos pais manifestaram-se consternadas com a morte do Chefe de Estado, Malam Bacai Sanha, anunciada ontem pela Presidência da República.

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