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EUA pressionam Irão a libertar americano condenado à morte


Amir Mirza Hekmati jovem irano-americano condenado a pensa de morte por espionagem no Irão

Amir Mirza Hekmati jovem irano-americano condenado a pensa de morte por espionagem no Irão

O réu, Amir Mirza Hekmati, foi condenado à pena capital por espionagem e cooperação com "país hostil"

Os Estados Unidos estão a pressionar o Irão para libertar o americano recentemente sentenciado de pena de morte por espionagem a favor da CIA.

O correspondente da VOA na Casa Branca, Dan Robinson informa que isto acontece numa altura em que há uma subida de tensões entre os dois países.

A Casa Branca e o Departamento do Estado disseram que as alegações segundo as quais Amir Mirza Hekmati um irano-americano trabalhou ou trabalha para CIA, são falsas e adiantam que se for verdade a notícia de pena de morte, os Estados Unidos condenam com vigor.

Um comunicado do governo americano diz que Teerão “tem uma longa história de falsas acusações de pessoas como sendo espiões, de obtenção de confissões forçadas, e de prender americanos inocentes por razões politicas”.

A agência de notícias iraniana Fars news indicou que Hekmati foi julgado por ligações com a CIA e por cooperar com um “país hostil”. A televisão estatal iraniana mostrou o réu fazendo o que chamou de confissão em línguas Farsi e Inglês.

O porta-voz da Casa Branca, Jay Carney rejeitou em apontar as opções da administração Obama para além do que tem sido feito através da intermediação Suíça em Teerão para defender o sentenciado.

“Eu não quero especular acerca disso. Penso que encaramos esse caso com muita seriedade e estamos a tentar resolver da maneira mais apropriada.”

A porta-voz do Departamento do Estado Victoria Nuland também deu a sua perspectiva.

“Esta não é uma nova táctica da parte do governo iraniano. Gostaria simplesmente de dizer que estes procedimentos em particular foram conduzidos em segredo e que houve um inadequado acompanhamento legal. Nós obviamente rejeitamos as acusações quer seja de uma maneira ou de outra; acreditamos que qualquer das confissões que ele fez, foi forçada. Portanto está claro sobre o andamento em termos da não-justiça no sistema iraniano.”

E tudo isso acontece numa altura de subida de tensões entre Irão e os Estados Unidos mais os parceiros internacionais, em torno da ameaça de Teerão em encerrar o estreito de Ormuz em resposta as sanções dos países ocidentais a exportação do petróleo iraniano.

O Irão confirmou recentemente ter iniciado o enriquecimento de Urânio num segundo reactor nuclear subterrâneo, e sempre defendeu que o seu programa nuclear era para fins pacíficos.

A Amnistia Internacional publicou ontem um comunicado no qual afirmava que Hekmati um tradutor árabe da Marinha americana de 28 anos, não teve um julgamento imparcial, e questionou sobre o que chama “de momento e circunstância política” desta sentença.

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