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Petróleo do Sudão: "Global Witness" quer maior transparência

  • Eduardo Ferro

Petróleo do Sudão: "Global Witness" quer maior transparência

Petróleo do Sudão: "Global Witness" quer maior transparência

De acordo com a organização internacional “Global Witness” é necessária uma maior transparência em relação aos rendimentos do petróleo do Sudão tendo em vista a possível independência do sul do país.

De acordo com a organização internacional “Global Witness” é necessária uma maior transparência em relação aos rendimentos do petróleo do Sudão tendo em vista a possível independência do sul do país.
Nos termos do acordo de 2005 os rendimentos do petróleo são divididos pelo norte e pelo sul do Sudão, mas esse pacto chegará ao termo devido ao referendo do próximo mês sobre a independência do sul. Rosi Sharpe da “Global Witness” afirma que quando houver um novo acordo ele deverá ser mais claro do que aquele que existe actualmente. “Ninguém, disse ela, pode saber precisamente quanto petróleo o Sudão produz neste momento. Portanto, de modo a que um novo entendimento entre o norte e o sul possa ser duradouro, é preciso que essa questão seja clarificada.”
A “Global Witness” afirma que os números publicados pelo governo sudanês são diferentes daqueles que são emitidos pela principal empresa de exploração petrolífera no país, a “China National Petroleum Corporation”. Os números chineses são entre 9 a 25% mais elevados do que os fornecidos pelo governo do norte. O governo sudanês disse à “Global Witnes” que a discrepância dos números fica a dever-se ao facto da petrolífera chinesa contabilizar o volume de petróleo antes da extracção da água que se encontra nos oleodutos. Cerca de três quartos do petróleo sudanês encontra-se no sul do país. Mas tal como Sharpe nos explicou, a divisão da riqueza petrolífera não será linear mesmo que o sul opte pela secessão. “Se o sul do Sudão se tornar independente tornar-se-á num enclave, e durante os próximos anos só poderá exportar o seu petróleo através dos oleodutos que passam pelo norte e que ligam ao Mar Vermelho. O norte e o sul terão então que cooperar de modo a exportar o seu petróleo”, acrescentou Sharpe
De acordo com a “Global Witness”, no futuro um acordo transparente entre as duas partes deveria incluir a publicação regular dos volumes de extracção do petróleo, a auditoria independente da produção e ainda a criação de mecanismos de resolução de diferendos.

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