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Chefe militar angolano declarou guerra aos cabindas - FLEC

  • José Manuel

General Estanislau Miguel Boma, da FLEC

General Estanislau Miguel Boma, da FLEC

Dirigente separatista diz que diálogo é a única via para resolver o conflito mas reitera capacidade de fazer "sacrifícios" pela auto-determinação


O chefe do Estado Maior da FLEC-Enclave, Estanislau Miguel Boma, disse à Voz da América que o discurso de fim de ano do chefe do Estado Maior das Forças Armadas angolanas, general Geraldo Sachipande Nunda, é uma declaração de guerra.

FLEC - Enclave é a nova designação da facção de Alexandre Tati, destituído da FLEC-FAC por Nzita Tiago, juntamente com Boma.

As declarações de Nunda, no dizer de Estanislau Boma demonstram o pouco interesse do governo angolano em pacificar a região por via do dialogo. O CEMGFA angolanas, Sachipenmgo Nunda, disse que a "pacificação de Cabinda" é um dos objectivos do presidente de Angola para o ano de 2012.

"Nós pensávamos que o regime angolano quisesse fazer prova de vontade de negociar, " disse Boma para acrescentar que a FLEC tinha acreditado que tinha "chegado o momento de um diálogo a sério entre cabindas e angolanos a fim de se resolver pacifícamente o conflicto o que afinal não é o caso".

O chefe do estado maior da guerrilha separatista disse que a FLEC não se vai render e que está determinada a fazer sacrificios até á auto-determinação do povo de Cabinda.

"Eles pensam que ao insisistirem numa solução militar o povo de Cabinda e a FLEC-FAC vão-se deixar intimidar mas ninguem cruza os braços quando é agredido," disse.

"O povo de Cabinda vai ter que se defender e a nossa resistência nacionalista vai continuar até que seja reconhecido ao povo o seu direito à autodeterminação e á sua independência," disse.

Contudo disse que o diólogo é a unica via ainda possível para a solução da questão de Cabinda.

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