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Estados Unidos saúdam abertura do escritório Taliban no Qatar


Líder de um grupo Talibã paqusitanês Mulah Dadullah (arquivo)

Líder de um grupo Talibã paqusitanês Mulah Dadullah (arquivo)

Talibãs instalaram um gabinete de interesses em Doha para negoaciações com a comunidade internacional

Os Estados Unidos anunciaram ontem que a decisão dos Talibãs em abrir um gabinete político no Qatar poderá jogar um papel positivo para o fim da guerra no Afeganistão.

O correspondente da VOA no Departamento do Estado, Scott Stearns, ouviu a porta-voz da política externa americana, Victoria Nuland.

Segundo Nuland, o governo americano não recebeu uma notificação formal da abertura possível em Doha no Qatar de um escritório dos Talibãs, mas a administração Obama mostra-se disponível em dar o seu apoio se essa demarche fôr inscrita como parte dos esforços para a reconciliação no Afeganistão.

“Os afegãos têm que estar a frente. É o país deles. Iremos apoiar o processo que conduza a reconciliação com base nas orientações que temos discutidos.”

Num comunicado publicado na internet, o porta-voz dos Talibãs Zabihullah Mujahid disse que o escritório de Doha vai ajudar o seu grupo a “chegar ao acordo com a comunidade internacional”. Mas o documento não faz nenhuma menção ao governo afegão liderado pelo presidente Hamid Karzai, que os Talibãs consideram de “regime fantoche”.

A porta-voz do Departamento do Estado disse que o escritório poderá fazer a diferença, se os líderes Talibãs corresponderem as condições de reconciliação do governo afegão.

“Este processo só terá sucesso se os Talibãs estiverem preparados para renunciar a violencia, acabar a relação com a al-Qaida, e apoiar em todos os seus elementos a constituição afegã – incluindo os direitos humanos para todos os cidadãos e em particular as mulheres.”

Victoria Nuland disse ainda que o escritório Talibã poderá facilitar a reconciliação resolvendo um dos maiores obstáculos identificados no mais recente encontro de anciãos afegãos.

“Tens que ter um endereço político, se estas pronto para iniciar contactos políticos. Os afegãos eles mesmos têm-se declarado fustrados com o facto dos Talibãs não terem um endereço ou representção politica. É isto que o loya jirga (Hamid Karzai) tinha apelado.”

Quando questionada por que razão os Estados Unidos apoiavam negociações com um grupo que tem vindo a combater, desde os ataques terroristas de 2001, a porta-voz do Departamento do Estado respondeu citando a Secretário do Estado Hillary Clinton quem várias vezes tem repetido, que “não se negoceia com os amigos”.

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