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Moçambique: 200 mil alunos ficam sem lugar


Moçambique: 200 mil alunos ficam sem lugar

Moçambique: 200 mil alunos ficam sem lugar

O ministério da educação já anunciou que mais de duzentas mil crianças em idade escolar vão ficar sem lugar.

Em Moçambique começaram hoje as matrículas escolares para o ano lectivo de 2012 ao nível do ensino público e privado. Contudo centenas de milhar de crianças não terão lugar este ano.

O ministério da educação diz que existem cerca de dois milhões de vagas para novos ingressos nas escolas públicas.
As vagas para novos ingressos estão distribuídas pela primeira, sexta, oitava e décima primeira classe do ensino geral. Aliás, a maior parte dos alunos moçambicanos prefere o ensino geral, situação que preocupa o governo que promove ciências práticas.

Entretanto, o início de matrículas escolares reactiva a grande preocupação da sociedade relacionada com a falta de vagas nas escolas públicas. É que apesar de dois milhões de vagas para novos ingressos, o ministério da educação já anunciou que mais de duzentas mil crianças em idade escolar vão ficar sem lugares nas escolas públicas em 2012.

Trata-se de um problema recorrente em Moçambique. Todos os anos há crianças que não conseguem entrar no sistema do ensino público por falta de vagas, apesar da construção acelerada de salas de aula financiada pelo governo e seus parceiros.

Mas a questão não se resolve apenas com novas salas de aula. Uma escola precisa de professores. Este ano, o Governo vai recrutar 8.500 novos professores, um número considerado pouco para as necessidades reais do sector da educação. Só que o Ministro da Educação, Zeferino Martins, já disse que não tem orçamento suficiente para pagar salários, apesar do aumento registado este ano.

Com esta situação, os pais ou encarregados de educação, com algum poder financeiro, recorrem ao ensino privado, que nem todos podem conseguir pagar.

Face a este problema sem solução a médio prazo, o governo moçambicano introduziu o ensino à distância para ajudar os alunos que não conseguem vagas nas escolas públicas. É um paliativo que ainda não garante qualidade desejada. Mas a falta de qualidade de ensino é o novo cancro no sector de educação em Moçambique.

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