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Bissau: Ano Novo com golpe em pano de fundo


Bissau: Ano Novo com golpe em pano de fundo

Bissau: Ano Novo com golpe em pano de fundo

A oposição queixa-se de que o governo de Carlos Gomes Júnior quer eliminar fisicamente os seus adversários políticos.

Na Guiné-Bissau, o novo ano entrou tendo por pano de fundo a tentativa de golpe do dia 26 de Dezembro.

Prosseguem com efeito as investigações ao sucedido com a oposição queixando-se de que o governo de Carlos Gomes Júnior quer eliminar fisicamente os seus adversários políticos.

Enquanto se vive ainda o rescaldo da transição do ano a verdade é que o país ainda está atento ao desfecho das investigações sobre os acontecimentos do dia 26 de Dezembro, que visavam depor o chefe do estado-maior general das forcas armadas, António Indjai e o primeiro-ministro, Carlos Gomes Júnior.

Depois das mortes de um agente da polícia de intervenção rápida e de um militar, afecto aos guardas de fronteiras, o ministério público, em parceria com a polícia de investigação criminal apelou a todas as instituições envolvidas no processo para, “ cessarem imediatamente com as perseguições, por forma a evitar que se cometam acções que vão contra a lei, ou seja, atingir pessoas inocentes”. Posição que ocorre, enquanto se desconhece por enquanto o paradeiro do deputado Roberto Ferreira Cacheu, um dos civis suspeitos no envolvimento da suposta tentativa de golpe de estado.

Dos militares presos e já visitados pelas organizações da sociedade civil, sabe-se que o processo se encontra no Tribunal Militar, que deverá instaurar os respectivos dossiers judiciais. Mas, a oposição acha que se trata de uma tentativa de inverter a ordem constitucional.
Para a oposição democrática daquilo que se retira dos factos expostos chega-se à conclusão que se trata de uma operação patrocinada pelo governo de Carlos Gomes Júnior visando eliminar fisicamente os seus adversários políticos.

O PRS, que igualmente faz parte deste fórum político, emitiu um comunicado, no qual alerta, que “tudo não passa de uma manobra para encobrir as reais intenções do Executivo, assentada na invasão, em larga escala, de tropas estrangeiras, nomeadamente da CEDEAO a Guiné-Bissau”.
O Partido da Renovação Social voltava ainda a considerar que a presença de tropas angolanas no país não tem uma explicação plausível num estado que não está em guerra não obstante os objectivos indicados apontarem para o mero apoio às forças armadas guineenses no processo da reforma em curso.

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