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António Guterres assume-se como "construtor de pontes" à frente da ONU

  • Redacção VOA

Antonio Guterres, novo secretário-geral da ONU

Antonio Guterres, novo secretário-geral da ONU

Antigo primeiro-ministro português foi aclamado pela Assembleia Geral das Nações Unidas.

"Fica assim decidido", é como o presidente da Assembleia Geral das Nações Unidas anunciou formalmente António Guterres como o secretário-geral da organização a partir de 1 de Janeiro de 2017.

A seguir à frase, os representantes dos 193 Estados aplaudiram e, por aclamação, o antigo primeiro-ministro português viu assim aprovada nesta quinta-feira, 13, a proposta do Conselho de Segurança das Nações, também aprovada por aclamação, no passado dia 5.

Ao intervir na plenária, o presidente da Assembleia-Geral, Peter Thomson, considerou o processo de escolha de Guterres de "muito enriquecido pela participação da sociedade civil”, com os Estados membros a manifestarem “o desejo de ver um secretário-geral independente” e “comprometido com os valores da ONU”.

“Dou os parabéns a Guterres por emergir como o eleito num processo tão sério”, destacou Thomson, que colocou ênfase na “vasta experiência" do português.

A sessão começou com um minuto de silêncio em memória do rei da Tailândia, Bhumibol Adulyadej, de 88 anos, que morreu hoje, pondo fim a um reinado de sete décadas em que personificou a unidade do país.

Seguiu-se uma declaração do presidente em exercício do Conselho de Segurança, o embaixador russo Vitaly Churkin, que elogiou todos os candidatos ao cargo e reiterou o “apoio incondicional” a Guterres.

Ao intervir, o secretário-geral cessante Ban Ki-moon afirmou que “Guterres tem uma experiência política sólida, com dois mandatos enquanto primeiro-ministro, e um instinto e responsabilidade partilhada com experiência ao nível dos refugiados”.

Para Ki-moon, “é uma excelente escolha para estar à frente desta organização e para fazer face às incertezas do mundo actual”.

O antigo Alto Comissário das Nações Unidas para os Refugiados disse, no seu discurso, que "o verdadeiro vencedor é a credibilidade da ONU" e por isso, afirmou, "devo estar ao serviço de todos os membros, sem agenda".

Depois de agradecer a confiança dos países, António Guterres garantiu estar “absolutamente consciente dos problemas e dos limites" da ONU e do cargo em particular.

Por isso, disse que na sua missão será um "construtor de pontes" e tal como no dia em que foi escolhido pelo Conselho de Segurança, falou de gratidão e humildade, a que juntou agora a palavra responsabilidade.

(Em actualização).

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