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Antigos líderes africanos reunem-se para debater desenvolvimento

  • Simião Pongoane

Joaquim Chissano, ex-Presidente de Moçambique

Joaquim Chissano, ex-Presidente de Moçambique

Agenda 2063 em debate.

Dezasseis antigos chefes de Estado e de Governo africanos reuniram-se em Pretória, capital sul-africana, num encontro de carácter consultivo promovido pela Comissão da União Africana para disseminar a Agenda 2063, destinada ao desenvolvimento económico-industrial e social do continente africano.

O presidente dos antigos líderes africanos Joaquim Chissano considera que a Agenda 2063 vai aglutinar todos os sectores e sensibilidades africanos para o desenvolvimento do continente mais pobre do mundo.

O continente africano tem 54 países com 41 antigos chefes de Estado e de Governo, mas apenas 16, representando todas as regiões do continente, foram convidados pela Comissão da União Africana, liderada pela sul-africana, Nkosazana Dlamini-Zuma, para pedir sua intervenção e apoio na disseminação da Agenda 2063, lancada nas celebrações dos 50 anos da União Africana comemorados em 2013.

Joaquim Chissano promete em nome do fórum que os ex-líderes do continente vão colaborar na medida do possível, tendo em conta muitas e longas experiencias de governação, apesar do grupo enfrentar falta de recursos.

Ao que tudo indica, a Agenda 2063 da Comissão da União Africana sobrepõe-se e ofusca a Nova Parceria para o Desenvolvimento de África(Nepad), que foi bastante publicitada nos tempos de governação de Joaquim Chissano, em Moçambique, Thabo Mbeki, na África, Olusegun Obasanjo, na Nigeria, Abdulaye Wade, no Senegal, Muammar Khadafi, na Líbia.

Chissano reconhece que a Nepad falhou por aquilo que considera falta de coesão entre as lideranças africanas.

Para a Comissão da União Africana, juntar 16 antigos Chefes de Estado e de Governo africanos num país africano é um sinal positivo porque no passado muitos estariam no exilio fora do seu continente.

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