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Ocidente acusado de promover "primaveras" em Moçambique

  • Redacção VOA

Av. Eduardo Mondlane, Maputo, Moçambique

Av. Eduardo Mondlane, Maputo, Moçambique

Deúncia é do secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN).

O secretário-geral da Associação dos Combatentes da Luta de Libertação Nacional (ACLLN), órgão da Frelimo, partido no poder em Moçambique, criticou os doadores internacionais pela suspensão dos seus financiamentos e de quererem "importar primaveras" para o país.

Citado pelo jornal governamental Notícias, Fernando Faustino afirmou que “hoje querem importar primaveras para Moçambique, a coberto da dívida pública do país, mas é bom que se lembrem que essa reacção não passará".

A declaração de Faustino surge depois de organizações internacionais e Estados terem suspendido a ajuda financeira a Moçambique na sequência da descoberta de empréstimos secretos contraídos por Maputo em cerca de 1,4 mil milhões de dólares.

"Que país neste mundo não tem dívidas?", questionou Faustino, para quem alguns daqueles países doadores não têm autoridade moral, na medida em que estão altamente endividados e contribuíram para a destruição de outras nações em desenvolvimento.

"A Europa deve, a América deve, a Ásia deve, e por que razão a África deve ser chantageada por estar a dever?", voltou a questionar o secretário-geral da ACLLN.

Faustino disse que “a tendência destes países é a desestabilização e, através das suas primaveras, forçar a mudança de um Governo legitimamente eleito",e criticou os parceiros internacionais pelo seu "silêncio sepulcral" frente aos ataques atribuídos pelo Governo à Renamo.

A descoberta

Em Abril, foram descobertos créditos secretos contraídos por Moçambique no valor de aproximadamente 1,4 milhões de dólares.

Em consequência, o Fundo Monetário Internacional, o Banco Mundial, o Reino Unido e o G-14, o grupo dos países que fornecem ajuda orçamento ao país suspenderam a sua cooperação com Maputo.

Os Estados Unidos, o principal doador de Moçambique, anunciaram estar a rever o financiamento às actividades no país.

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