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Antiga candidata presidencial vai pedir recontagem de votos das eleições americanas

  • Redacção VOA

Jill Stein, candidata do Partido Verde

Jill Stein, candidata do Partido Verde

Jill Stein e alguns cientistas dizem haver suspeitas de manipulação electrónica de votos em três Estados.

A candidata do Partido Verde à Presidência dos Estados Unidos, Jill Stein, diz estar a preparar um pedido de recontagem dos votos em três Estados-chave das eleições do passado 8 de Novembro.

Stein lançou uma campanha online para arrecadar 4,5 milhões de dólares que, segundo ela, é o valor necessário para entrar com o processo em Michigan, Pensilvânia e Wisconsin.

Até quinta-feira, 24, a campanha tinha conseguido 2,6 milhões de dólares, suficientes para cobrir custos judiciais da recontagem em Wisconsin.

De acordo com a ex-candidata, que obteve um por cento dos votos, o objectivo da campanha “não é ajudar Hillary Clinton”.

“Essas recontagens são parte de um movimento de integridade eleitoral para mostrar o quão não-confiável é o sistema eleitoral nos Estados Unidos”, afirmou Stein, no seu site.

Muitos Estados permitem que qualquer candidato peça a recontagem e é uma prática comum que as taxas judiciais sejam pagas pelo requerente, para evitar o gasto de dinheiro público.

A decisão de Stein surge depos de um grupo de cientistas em tecnologia ter entregue à assessoria de Hillary Clinton um relatório no qual sugere que alguns votos electrónicos podem ter sido controlados por "hackers" nos Estados de Michigan, Pensilvânia e Wisconsin, que ditaram a vitória de Donald Trump ao representarem, na totalidade, 46 assentos no Colégio Eleitoral, dos 290 que obteve o republicano, contra 232 da antiga secretária de Estado.

A revista "New York" diz que os especialistas acreditam que os votos nesses Estados foram alvo de um ciberataque, tendo já apresentado os resultados da investigação a dois altos funcionários da campanha presidencial democrata.

Alex Halderman, director do Centro de Segurança Computacional da Universidade de Michigan e um dos mais reconhecidos na área, assegura que Hillary Clinton teve menos sete por cento dos votos em municípios com sistemas electrónicos do que naqueles que usam sistemas tradicionais, represetando 30 mil votos.

Os cientistas consideram que o padrão é suspeito e deve ser analisado de forma independente.

Na semana passada o presidente da campanha de Clinton, John Podesta, admitiu que devia pedir uma recontagem dos votos em Estados cruciais como Wisconsin, Pensilvânia e Michigan.

Recorde-se que Hillary Clinton conseguiu um milhão e meio de votos a mais do que Donald Trump, que venceu as eleições por ter mais votos no Colégio Eleitoral, um cenário que só aconteceu quatro vezes na história dos Estados Unidos.

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