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Antevisão de Angola em 2014

  • Agostinho Gayeta

Assembleia Nacional Angola

Assembleia Nacional Angola

As repressões contra manifestações em todo país, o desaparecimento e assassinato de activistas cívicos e políticos de partidos da oposição, marcaram pela negativa o ano de 2013 em Angola no plano político.


Convidado a comentar os principais assuntos políticos, económicos e sociais que dominaram actualidade em 2013, porém que reservam muita tinta para verter em 2014, o Presidente do MISA-ANGOLA, Instituto de Comunicação Social da África Austral, apontou a violação dos direitos humanos com o assassinato dos activistas Alves Kamulingue e Isaías Sebastião Kassule, bem como dos políticos Hilbert Ganga líder do braço juvenil da CASA-CE, António Zola Kamuku, Secretário Comunal da UNITA no Kikolo, e Filipe SaChova Sakussanga Inspetor municipal da UNITA no município de Cacuaco, sem esquecer os excessos na repressão contra as manifestações em Luanda.

Para Alexandre Neto, estes casos que mancharam a vida política do país no ano transato certamente terão repercursões no novo ano.

O Jornalista não deixou de fazer menção à ausência do Presidente da República na cerimónia fúnebre do Nóbel da paz e ex-presidente da África do Sul, Nelson Mandela.

O assassinato de dezenas de mulheres e extracção dos seus órgãos genitais na província da Lunda Norte também se juntam às notas negativas do transato ano em Angola.

Para o político Joaquim Nafoya a corrupção praticada ao mais alto nível do aparelho do estado angolano deverá se afigurar como um grande obstáculo ao progresso do país em 2014, embora seja um problema que já se arrasta há vários anos.

No capítulo cultural Joaquim Nafoya fala em inversão de valores, evidenciados com a promoção do homossexualismo nos principais canais da Televisão Pública de Angola.

O político formado em Ciências da Comunicação falou também do esvaziamento das liberdades de informar e de ser informado com processos judiciais e detenções movidas contra jornalistas no exercício da sua actividade profissional é outro aspecto negativo no que se refere ao capítulo da comunicação social.

Ainda no que a média diz respeito Alexandre Neto sublinha o facto da lei de imprensa estar a espera de uma regulamentação há quase 10 anos. O Jornalista não deixou de mencionar a compra de grande parte das publicações privadas por grupos de interesses e a criação de “identidades nos meios de comunicação social”, assim como a ausência do contraditório na mídia pública.

O encerramento de denominações religiosas ligadas ao Islão e a forma como o executivo angolano tratou do problema cíclico da seca no sul de Angola são aspectos que na opinião do Jornalista Alexandre Neto também chamaram atenção no capítulo sócio-cultural.

Em 2014 Joaquim Nafoya espera que o governo angolano deia o devido tratamento aos implicados no assassinato de Kamulingue e Kassule, bem como de outros políticos e activistas mortos em Angola. O político defende uma normalização da Constituição da República.

No capítulo económico Alexandre Neto diz que apesar da aprovação da Conta Geral do estado não tem grandes expectativas a menos que haja eleições autárquicas. O responsável do MISA-Angola deu créditos a economia angolana na medida em que os indicadores macros económicos se mantiveram estáveis (a taxa de cambio e a taxa de inflacção não estiveram muito acentuados) além da aprovação da reforma tributária que não sua visão terá um impacto forte nos negócios em Angola.
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