Links de Acesso

Angolano reclama de atendimento médico no sector público

  • Danielle Stescki

Espaço do Ouvinte

Espaço do Ouvinte

Ouve a VOA desde 2011

Francisco Eduardo Sonda, de 25 anos, é técnico em electricidade e trabalha por conta própria em Luanda. Ele conta que não é fácil conseguir um emprego na capital e que é muito importante conhecer alguém que possa dar um empurrãozinho para que as coisas aconteçam. No momento, ele diz que os negócios vão bem.

O que não vai bem na capital angolana é a saúde, segundo Sonda. Ele qualificou o atendimento no hospital central como desorganizado.

Sonda lembrou da dificuldade que passou há dois anos quando precisou consultar um urologista. Ele tinha uma consulta marcada no hospital Dona Maria Pia. Foi ao hospital na hora indicada, mas o médico não estava lá para atendê-lo. Para conseguir ser atendido precisou de ir a uma clínica privada e desembolsar 300 dólares. Se tivesse sido atendido por um médico no hospital central de Luanda, teria gasto um pouco mais de 80 dólares.

Francisco Eduardo Sonda diz que o angolano enfrenta esta realidade todos os dias e conta que agora quem está a sofrer com isso é a mãe dele. Ela tem dores de cabeça e precisa ser atendida por um médico, mas já se passaram quatro meses e nada aconteceu. Ela marca a consulta, vai ao hospital e não tem médico para atendê-la. Sonda diz que a única solução que há é economizar dinheiro para poder marcar uma consulta numa clínica privada.

XS
SM
MD
LG