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Angolano que mora no exterior quer votar nas eleições gerais em 2017

  • Danielle Stescki

Gika Tetembwa

"Não estamos a fazer parte do exercício de cidadania em Angola que é o de contribuir para o crescimento do nosso país," diz Gika Tetembwa.

Há 16 anos Gika Tetembwa, 32 anos, deixou a guerra civil de Angola para buscar uma nova vida na Europa. Em 2000 chegou a Londres como refugiado e foi recebido por um familiar. Casou, teve filhos e hoje é activista e estudante de Relações Internacionais. Ele sonha em voltar um dia para a terra natal.

Tetembwa lembra que o Governo britânico oferecia várias oportunidades para os refugiados, melhores dos que as de hoje.

Mas mesmo tendo refeito a sua vida na Europa, ele não esquece da terra onde nasceu, e por isso pretende continuar a exercer os seus direitos de cidadão.

Tetembwa quer votar nas eleições gerais em 2017.

"Desde que a guerra acabou já se passaram três eleições, e quem está na diáspora ainda não teve oportunidade de votar".

No entanto, o Governo já informou que os angolanos que estão no exterior não vão votar nas eleições gerais de 2017.

Tetembwa destaca que caboverdianos e guineenses da diáspora votam nas eleições dos seus respectivos países, e eles tem menos recursos do que os angolanos.

"A gente não aceita até hoje essa situação de não haver condições. Então eu venho aqui para falar que o nosso direito de cidadania está a ser cortado".

Para Tetembwa, os angolanos que moram no exterior não estão a fazer parte do exercício de cidadania, que é o de contribuir para o crescimento de seu país.

Confira a entrevista na íntegra.

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