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Angolano: Não desperdice energia!

  • Agostinho Gayeta

Programa do governo visa promover uso racional da energia

Preocupado com o exponencial consumo de energia eléctrica, de água e também com os actos de vandalismo, as perdas comercais e técnicas assim como a falta de racionalização, o Ministério da Energia e Água está a desenvolver um projecto de eduação energética denominado Vida, Energia e EU!

O objectivo é educar a população para o uso correcto e racional da energia elétrica e da água.

O projecto lançado oficialmente em Agosto deste ano dá às crianças e aos jovens uma atenção especial embora seja extenso à todas as faixas etárias.

Ministro da energia e Águas João Borges (Foto João Santa Rita)

Ministro da energia e Águas João Borges (Foto João Santa Rita)

O Ministro da Energia e Água admite que a procura de energia eléctrica em toda Angola é maior que a oferta e nesta perspectiva, o sector ainda é “apadrinhado” pela falta de capacidade de resposta à demanda.

João Baptista Borges pensa que o uso racional da energia contribui pra que a mesma possa existir com uma maior disponibilidade e beneficie maior número da população, dai que julga que a escola seja o meio mais adequado para educação dos cidadãos ao uso racional.

A campanha de Educação Energética envolve também as vertentes pedagógica e comunicativa, pelo que está a ser desenvolvido em parceria com os Ministérios da Educação e da Ministério da Comunicação Social.

Segundo a Coordenadora do Projecto Vida Energia e Eu, Neusa Kumbe, a vertente Pedagógica prevê a concepção de material didáctico, a promoção de eventos educativos, palestras e debates sobre os diferentes tipos de energia eléctrica bem como seu consumo ecónomico.

O maior desiderato é «munir os cidadãos de informações ligadas ao sector de energia, para provocar nas comunidades a redução do uso exponencial e irracional tanto da água como da energia».

O projecto é o complemento de um conjunto de acções de investimento levadas a cabo pelo governo angolano para melhorar o fornecimento de energia elétrica e água em toda extensão do território.

Neusa Kumbe reconhce que a curva da procura é inforior à capacidade de oferta, pelo que o investimento e consequente aumento da capacidade obriga a utilização mais racional.

“À medida que o governo vai investindo mais na capcidade e na potencia, nós também vamos implantar o costume do uso racional para que haja um aumento na economia do país e redução do uso exponencial”., esclareceu.

A responsável deixou claro que a “ideia é acabar com o mau uso de energia electrica”.

Todos estes conjuntos de acções, segundo explicou a Coordenadora da campanha, serão introduzidos “no conceito estudantil para que as crianças levem a mensagem às famílias e estas para comunidades, daí para as instituições empresariais e estatais”.

O Ministério da Energia e Água tem como meta (até 2017) maximizar a capacidade de produção e estender as redes de transportes de energia em toda Angola adentro.

João Baptista Borges acredita na extensão das redes por forma a ter no país uma rede eléctrica nacional, bem como explorar de forma flexível os recursos energéticos disponíveis.

Actualmente apenas 33 porcento da população do país beneficia do fornecimento de energia elétrica. Um quadro, segundo se diz ainda preocupante, porém o Ministro da Energia e Águas assegura que até 2025 a meta é alcançar 60 porcento da população angolana, com maior incidência os habitantes das zonas rurias, “por formas a garantir melhor qualidade de vida”.

João Baptista Borges pensa que seja importante, na óptima da racionalização e da auto-sustentabilidade do sector, que os preços da energia e da água se reflitam nos custos, por isso defendeu a redução da subvenção por parte do estado. Porém advertiu, “sem deixar que estas sejam eliminadas”, por formas a que as famílias mais carenciadas consigam beneficiar.

A melhoria da diponibilidade de energia por via da poupança vai passar pela instalação de contadores nas residências. O Ministério da Energia e Águas pretende até 2017 instalar 900 mil contadores pré-pagos em todo país. João Baptista Borges garantiu que estes mecanismos visam contribuir para “melhoria gradual da qualidade do serviço e também do aumento progresso do acesso da população à energia”. Dai que se justifica o lançamento da campanha de Educação Energética que terá a duração de três anos e meio.

O Projecto conta com a particiapção de distintos especialistas nacionais e estrangeiros e tem a mão parceira da ODEBRECHT.

“A ODEBRECHT entra como parceira do projecto. A ODEBRECHT é uma das empresas primeiras no mercado da construção na área hidorlelectrica e tem dado um grande contributo pra o sector de energia e águas daí a sua participação neste projecto”, frisou Neusa Kumbe.

Presente há mais de vinte anos em Angola, esta empresa “tem a mão” em vários programas de construção de infraestruras HIDROELÉCTRICAS que se erguem um pouco por todo país, por isso não foi colocada à margem quando se pensou na concepção do projecto que tem como lema: VIDA, ENERGIA E EU!

O grupo técnico para Execução das várias facetas do projecto envolve além de especialistas cubanos, distintos técnicos nacionais de instituições como a ENE, EDEL GAMEK e EPAL que vão capacitar outros integrantes do grupo.

O projecto não contempla a participação e o contributo da sociedade civil: igrejas e ONG ´s ligadas ao sector. Neusa Kumbe admite a falha e por isso promete rever para que se introduzam estes seguimentos da sociedade no programa.

O projecto de Educação Energética VIDA, ENERGIA E EU também engloba a componente Teatral, com o objectivo de educar a população por meio das artes cénicas.

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