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Continua por concretizar a diálogo entre Governo e juventude angolana

  • Coque Mukuta

Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos

Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos

Para o analista político, Celso Malavoluneke o diálogo com a juventude não passa por uma mera conversa numa sala

Os líderes das agremiações juvenis do MPLA, CASA-CE, PRS e da FNLA, foram os primeiros a serem recebidos pelo Secretário de Estado para a Juventude, Nhanga de Assunção.


Para o analista político, Celso Malavoluneke o diálogo com a juventude não passa por uma mera conversa numa sala, mas sim, a criação de uma Comissão Interministerial para a integração da juventude: “Eu acho que foram meras intenções” .

Celso disse ainda que a solução seria a criação de uma Comissão Multidisciplinar, “alguém diria que quem deveria catapultar os problemas da juventude tinham de ser o Ministério da Juventude e Desporto.

"Eu acho que não, no meu ponto de vista, o problema da Juventude tem uma dimensão multidisciplinar tão grande mais tão grande que deviria haver uma Comissão Interministerial, porque dialogar com a juventude não é pô-los sentados numa sala, fazeres um discurso e ouvir as suas reclamações".

"Porque diálogo com a Juventude tem que ir muito para além disso. E como não vi nenhuma instituição que seja adhoc seja normal que tem sido criada para catapultar ou se quisermos para facilitar este debate com a juventude, por mim este debate ficou apenas na ideia da sua excelência senhor Presidente da República”.

Já o Secretário de Estado para a Juventude, Nhanga de Assunção a recomendação do Presidente da República está a ser materializada e disse estar concluído em Luanda os encontros com as associações juvenis.

“O Senhor Presidente recomendou para encontrarmos os melhores mecanismos de diálogo com a Juventude e é este mecanismo que temos estado a fazer”. “Na primeira instância reunimos com as principais organizações juvenis, aqueles que dão cara por outros jovens. Associações juvenis estudantis associações juvenis religiosas entre outras. Já o fizemos aqui em Luanda, a par disso estamos também a conversar em separado com os líderes principais destas associações”
.
A Voz da América constatou que os primeiros encontros serviram para auscultação dos problemas que afectam a juventude, tal como, falta de habitação e emprego para a juventude o alcoolismo, violência juvenil entre outros.

Dos referidos encontros não se definiu qualquer plano de trabalho nem mesmo foi marcado uma possível data para os próximos encontros.

O porta-voz do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA), Francisco Teixeira desde Outubro de 2011, a data em que o Presidente Eduardo dos Santos enunciou o então diálogo com a juventude até aos dias de hoje, não se nota nenhuma acção concreta para o diálogo e a implementação da recomendação do chefe do executivo para com a Juventude. “A princípio eu não vejo nada, olho para os Céus ainda não vejo nada” .

“Espero que as pessoas tenham vontade e apresentem programas, convoquem as associações juvenis deste país para em conjunto resolvermos os problemas que afectam a nossa juventude”.“Mas ainda não vi nada e ainda não fomos convocados para nada”.

Questionadas as cinco primeiras organizações sobre a qualidade dos referidos encontros as mesmas mantem-se reticentes.

Em relação as palavras do Presidente angolano em manter apenas na mera intenção o político diz serem infundadas as opiniões segundo as quais as palavras do presidente Eduardo dos Santos ficaram apenas em simples palavreados e sita como exemplo a abertura que estabeleceram com a nossa chamada telefónica “nós achamos que são opiniões que não correspondem a verdade, a sua excelência senhor presidente falou e nós temos estado a cumprir”.

“A prova disso é que hoje o senhor jornalista ligou-me queria falar comigo eu rapidamente acedi esta necessidade de conversamos e é o que temos estado a fazer, temos estado a conversar com muitos jovens”.

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