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Angola, Zâmbia e RDC não se entendem sobre o corredor económico de Benguela

  • João Marcos

Benguela

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Locomotivas chinesas não se adaptam e lenvatam preocupação.

Mais de um ano após a inauguração do Terminal Minério de Benguela, mantém-se indefinido o arranque da exportação de cobre por via do Corredor Económico do Lobito, devido a falta de entendimento entre os Governos de Angola e da Zâmbia e República Deomocrático do Congo (RDC).

A via-férrea do Lobito ao Luau, província do Moxico, está pronta, mas falta o ramal de ligação a outros países que também pretendem tirar proveito deste Corredor.

Enquanto decorrem as negociações, que terão como pano de fundo o financiamento de cada país, o Terminal Mineral do Porto, orçado em 522 milhões de dólares, acaba por ser reduzido à insignificância.

As negociações, confirmadas já pela direcção do Porto do Lobito, decorrem num ambiente de alguma preocupação para os chamados países encravados, a RDC e a Zâmbia.

É que as locomotivas do Caminho-de-ferro de Benguela, adquiridas à China, não são ajustadas ao relevo que caracteriza a região.

Daí que, a título de exemplo, uma viagem de Benguela ao Moxico, num percurso de 1330 quilómetros, leve muito mais tempo do que o normal.

A VOA sabe que trata-se de uma situação nada confortável aos olhos de países que pretendem fazer chegar à Europa a sua produção mineral de uma forma rápida.

Atento a esta lacuna, o Governo angolano vai colocar à disposição do CFB parte das cem locomotivas que serão fornecidas pela General Eletric, visando substituir as existentes.

Só com meios à altura, partindo de um hipotético acordo para a construção do ramal que divide Angola e os seus parceiros, será possível recuperar o investimento na reabiliataçao do Caminho-de-ferro, estimado em quase dois mil miliões de dólares.

"Não podemos recuperar o investimento com a transportação de pessoas, já que cada uma paga 1.200 kwanzas (cerca de 5 dólares). Só ficaremos ricos com os minérios dos outros países, se calhar em 2016. Vamos aguardar, fizemos a nossa parte, do Lobito ao Luau", diz José Carlos Gomes, presidente do Conselho de Administração do CFB, que prevê receber o minério da Zâmbia e do Congo Democrático em Junho do próximo ano, quando as metas iniciais, fornecidas ao Presidente José Eduardo dos Santos, apontavam para Novembro de 2014.

Já o PCA do Porto, Anapaz Neto, tem outras previsões.

"Parece que no princípio do próximo ano tudo fica resolvido. Estão em curso negociações ao mais alto nível entre os Governos. Já fizemos a nossa parte", sustenta Anapaz Neto

Há uma semana, empresários britânicos visitaram infra-estruturas do Corredor do Lobito, ainda longe das metas traçadas também em nome da diversificação da economia.

As locomotivas chinesas ficarão a circular somente nos 30 quilómetros entre Benguela e Lobito.

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