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MPLA pede "paciência" com falta de água e electricidade em Luanda

  • Manuel José

Luanda não padece apenas da falta de água e de eletricidade como também de saneamento e redes de drenagem, com ficou demonstrado com as chuvas durante o mês de Novembro

Luanda não padece apenas da falta de água e de eletricidade como também de saneamento e redes de drenagem, com ficou demonstrado com as chuvas durante o mês de Novembro

Governo pede paciência para resolver um problema que a oposição considera de simples e repetitivo

A falta de energia eléctrica e água potável continua a ser um problema para Angola sobretudo a sua capital, Luanda. Muito já se falou sobre os motivos da ausência destes bens.

Hoje o secretário-geral do MPLA, Julião Mateus Paulo "Dino Matross" veio a publico pedir um pouco de paciência e compreensão aos cidadãos, pelas falhas tanto de luz como água potável em Luanda.

“É preciso também irmos por etapas, o dinheiro não chega pra tudo, temos que entender também esta situação.”

Dino Matross considera que o estado angolano foi apanhado de surpresa, pelo crescimento demográfico, sobretudo nas grandes cidades.

“Em relação a energia, é preciso saber que a cidade cresceu muito, o estado não contava com o surgimento destes bairros.”

O responsável pelo partido que governa Angola voltou a apontar a falta de chuva, como um dos motivos, para a ausência de energia eléctrica em Luanda.

“Este ano não choveu muito, se não houver chuva não há água as albufeiras baixam a sua capacidade de armazenamento de água e os geradores não funcionam.”

Julião Mateus Paulo "Dino Matross" apelando a compreensão dos cidadãos, pelas constantes falhas de energia eléctrica e água potável.

Justificações que não convenceram os dois maiores partidos na oposição em Angola. Tanto que o presidente da UNITA, Isaias Samakuva apelou aos cidadãos a reclamarem sempre pelos seus direitos, como a água e energia eléctrica.

“O povo deve reivindicar sempre o seu direito a água potável e a luz sem falhas.”

Samakuva convidou a demissão do executivo caso não proporcione água e luz ao povo.

“Se o executivo não for capaz de garantir a concretização desses direitos o povo deve demiti-lo, elegendo um outro governo.”

Já o presidente da CASA-CE Abel Chivukuvuku quer perceber melhor os motivos das oscilações constantes de energia eléctrica e água potável, indo a fonte de produção destes bens, só que...

“Tanto a EDEL como a EPAL recusam-se a receber e conversar com a CASA-CE, Cambambe e Kapanda só o mutismo, ninguém respondeu.”

Ninguém quer receber e falar com a CASA-CE, Chivukuvuku deixou algumas inquietações no ar.

“Porque não conseguem fornecer energia a todos cidadãos, porque não conseguem fornecer água, países sem rio conseguem, porque nós não conseguimos? Porque que o governo é tão incompetente e incapaz?”

As inquietações pela falta de energia eléctrica e água potável sobretudo em Luanda.

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