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Angola volta a produzir trigo em 2017

  • Isaías Soares

A ministra da Indústria, Bernarda Martins, revelou a boa-nova em Malanje, numa visita de 24 horas de avaliação da potencialidade do parque industrial desta região de Angola.

Prevê-se que a fábrica em construção em Luanda irá fornecer anualmente no mercado nacional 400 mil toneladas de trigo.

“Nós nos anos de maior importação chegámos a importar 500 mil toneladas: com 400 mil toneladas/ano o país quase não vai importar farinha”, garantiu, acrescentando que “como existem ainda outras iniciativas estamos em crer que a curto prazo nós vamos deixar de importar farinha de trigo”.

“Em 2017 a fábrica vai disponibilizar para o mercado cerca de 200 mil toneladas”, assegurou.

Bernarda Martins referiu que a farinha de trigo será empregue igualmente na produção de massas alimentares, além da área de panificação.

Os empresários do ramo agro-industrial adstritos ao Pólo Agroindustrial de Malanje disseram que o encontro com a titular da pasta do sector poderá ajudar a redimir os constrangimentos decorrentes da actual conjuntura socioeconómica que afecta o país.

A Companhia de Alimentos de Malanje vai sextuplicar nos próximos tempos a produção de fuba de bombô, farinha torrada e ração para alimentares.

O director-geral Francisco Marques disse que os 500 hectares de lavoura de mandioca serão aumentados.

“Estamos com uma desmatação para começarmos a plantar agora no início da chuva mais de 300 hectares. Comprámos também algum bombô da população a pedido da cooperação sugerida pelo governador (Norberto Fernandes dos Santos) para ajudar os camponeses”, disse.

Os contactos com a ministra têm permitido apoios e incentivos.

O vice-governador para a área economia, Domingos Manuel Eduardo mostrou-se apreensivo com a falta de recursos financeiros e matéria-prima para o parque industrial local que poderá ser encerrado.

“É o caso aqui da cerâmica da Canâmbua, empresa de chapas, empresa de águas entre outros problemas e vamos ver se, no curto prazo, com ajuda da estrutura central conseguimos resolver”, indicou.

Eduardo reafirmou haver problemas com a estruturação do Pólo Agroindustrial de Malanje - a questão da energia -, mas os governos local e central encontraram soluções para o aumento da capacidade de fornecimento de energia eléctrica à região.

“Agora faltam os investimentos complementares para que, consigamos ter, aqui mais indústrias ao nível do novo pólo industrial”, justificou.

Esta terça, 6, foi último dia da visita da ministra Bernarda Martins ao pólo agro-industrial dos municípios de Malanje e Cangandala, seguindo viagem para o município de Cacuso, onde estão a maioria das empresas do Pólo Agroindustrial de Capanda.

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