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Angola vai acolher reuniões sobre direitos humanos

  • Manuel José

Lúcia da Silveira

Lúcia da Silveira

ONGs querem que Governo actue para proteger direitos dos tratados que assinou

Angola será a capital dos Direitos Humanos no final deste mês. É que Luanda vai acolher de 24 a 26 de Abril o Fórum das ONGs em África e de 28 de Abril a 12 de Maio a quinquagésima quinta sessão ordinária da Comissão Africana dos Direitos Humanos e dos Povos.

O Fórum das ONGs angolanas convidou os jornalistas, para informar sobre a preparação destes dois eventos que Angola vai acolher.

Lúcia Silveira porta-voz das organizações da sociedade civil angolana disse no final do encontro que Angola ainda é uma preocupação no que diz respeito à violação dos direitos das pessoas.

E os exemplos destes casos de violação dos direitos humanos não são poucos segundo a activista.

"Caso Cassule e Kamulingue desapareceram e até hoje não há resposta concreta sobre os seus autores”, disse falando ainda da “morte de Hilbert Ganga da CASA-CE durante uma manifestação, e que até hoje não há resultados”.

“O ano passado aconteceram vários casos de torturas de detidos e presos no interior das cadeias ate hoje sem resposta a sociedade civil," disse.

Estes casos e outros vão merecer na óptica das ONGs angolanas abordagem nos dois eventos que Angola vai albergar no final deste mês.

"As áreas são várias: Eleições, defensores dos direitos humanos, liberdade de imprensa, direitos das mulheres, pessoas com deficiência quer dizer em África continuamos a verificar vários casos de violação de direitos humanos, casos estes que queremos abordar e partilhar entre as organizações de África para levar a sessão da Comissão dos direitos humanos e dos povos", disse.

Com estes eventos as organizações da sociedade civil angolana esperam que o executivo mude a sua forma de tratar a questão dos direitos humanos em Angola.

"É preciso que o Governo trabalhe de forma eficaz para realizar as questões de direitos humanos que promete a nível do sistema internacional”, disse.

“Depois dos dois eventos nós vamos monitorar e pressionar o Governo para que assuma as suas responsabilidades", acrescentou.
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