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Embaixadora de Angola nos EUA Chamada a Luanda para Consultas


Embaixadora de Angola nos EUA Chamada a Luanda para Consultas

Embaixadora de Angola nos EUA Chamada a Luanda para Consultas

Angolanos endurecem posição face ao encerramento das contas bancárias da sua embaixada em Washington

A embaixadora de Angola em Washington, Josefina Pitra Diakité, foi chamada a Luanda para consultas no que representa um endurecimento da reacção angolana ao encerramento das contas da sua embaixada na capital americana.

Diakité é esperada em Luanda na manhã de quarta-feira onde tem marcadas reuniões de alto nível. O Bank of America encerrou, sem explicação as contas da embaixada que, entretanto, não conseguiu abrir contas em vários outros bancos onde foram feitas tentativas nesse sentido.

O Departamento de Estado afirma que, nos ternos da legislação americana, não tem autoridade para obrigar os bancos a aceitar clientes ou abrir contas. E acrescenta que a decisão de vários bancos cessarem a prestação de serviços a embaixadas de 37 países não é passível de interferência por parte do governo americano.

Mas Angola argumenta que, nos termos do artº 25º da Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas, o estado anfitrião (Estados Unidos) é obrigado a providenciar condições diplomáticas.

“Sem acesso a serviços bancários a embaixada de Angola não pode operar normalmente nem, desempenhar as suas funções diplomáticas“, disse à VOA uma fonte ligada ao processo.

Uma fonte do Departamento de estado disse à VOA que estão a ser desenvolvidos esforços no sentido de solucionar o problema e que foi identificado um banco que se dispõe e prestar serviços à embaixada de Angola.

Mas diplomatas angolanos dizem à VOA não haver garantias de que essas contas não sejam posteriormente encerradas. Angola exigiu aos Estados Unidos uma solução até ao final da semana passada e na ausência de uma resolução, chamou a sua embaixadora.

A VOA sabe que vários bancos decidiram abandonar a área de negócios envolvendo embaixadas devido ao peso excessivo, para a sua burocracia, da fiscalização de transacções requerida pelas novas leis de combate ao financiamento de terroristas e branqueamento de capitais, e ao fomento da transparência bancária.

O assunto foi levado ao conhecimento da secretária de estado, Hillary Clinton, e as iniciativas para a solução do problema envolvem altos funcionários dos departamentos de Estrado e do Tesouro. Mas os contornos da uma solução ainda não são claros e Angola decidiu não esperar mais.

O incidente que, segundo fontes da VOA despoletou este incidente foi o alerta ocasionado por uma tentativa de transferência de 50 milhões de dólares do banco central angolano para uma conta privada. Em Março deste ano, Angola foi colocada numa lista de países que ainda não tinha demonstrado empenho suficiente na transparência bancária. Meses depois, a embaixada foi convidada a encerrar as contas no Banco HSBC. Mas em Julho, numa nova lista do Grupo de Trabalho de Acção Financeira, Angola aparecia como um país em diálogo com aquele organismo para resolver as questões suscitadas antes.

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