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Angola respeita direitos humanos, diz Bento Bembe

  • Redacção VOA

António Bento Bembe, Secretário de Estado angolano para os Direitos Humanos

António Bento Bembe, Secretário de Estado angolano para os Direitos Humanos

Muitos cidadãos não sabem ainda como exigir e reivindicar os seus direitos, diz o Secretário de Estado

O governo angolano quer em 2014 “imprimir uma nova dinâmica” na questão dos direitos humanos, disse o Secretário de Estado dos Direitos Humanos António Bento Bembe.

O governante reagia aos relatórios da Human Rights Watch e da Freedom House que criticaram a situação de direitos humanos em Angola.

No início da semana a Human Rights Watch disse que em 2013 se intensificaram as medidas de repressão para limitar a liberdade de expressão, associação e reunião enquanto a Freedom House no seu relatório anual sobre a liberdade no mundo classifica Angola como um país “não livre”.

O relatório fornece uma classificação de liberdade de 1 a sete pontos, sendo um o melhor e sete o pior. Tem também uma classificação para as liberdades cívicas e outra para os direito s políticos.

No documento Angola aparece como um país não livre com 5,5 pontos. Nas liberdades cívicas tem 5 pontos e nos direitos políticos seis. Exactamente o mesmo que a Guiné Bissau os piores países africanos de língua portuguesa. Moçambique aparece como um país parcialmente livre. Cabo Verde e São Tome são considerados países livres.

Bento Bembe rejeitou a acusação de que em Angola não se respeitam os direitos humanos, mas disse que o respeito dessas liberdades “não é apenas uma responsabilidade do estado mas também do cidadão”.




Os direitos, disse , dependem também “ do compromisso e da responsabilidade do cidadão”.

Para o Secretário de Estado dos Direitos Humanos “ “o cidadão ainda não atingiu o nível da compreensão sobre os seus direitos, os seus deveres e a forma de obter os seus direitos, de como exercer os seus direitos”.

As autoridades tencionam, assim “imprimir uma nova dinâmica” na educação dos cidadãos para “divulgar fortemente o conteúdo dos direitos humanos para levar o cidadão a compreender os seus direitos e a forma como pode reivindicar, exigir esses direitos”.

“O ideal dos direitos humanos é fastidioso,” pois “há sempre atropelos, há sempre retrocessos”.

“São questões que observamos mesmo nesses países que já estão muito avançados na cultura dos direitos humanos,” disse Bento Bembe

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