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Angola rejeita acusações da Amnistia Internacional

  • João Santa Rita

Luvualu de Carvalho

Luvualu de Carvalho

"São mentiras absurdas e sem nexo", diz embaixador itinerante António Luvualo de Carvalho

O Governo angolano rejeitou peremptoriamente as acusações da Amnistia Internacional (AI) de que o julgamento dos 17 activistas é uma farsa que põe em causa a independência do sistema jurídico angolano.

O embaixador itinerante de Angola parfa Questões Políticas António Luvualo de Carvalho descreveu as alegações da AI de "mentiras absurdas e sem nexo".

“As declarações da senhora Mwananyanda são completamente falsas , é uma mentira”, disse o diplomata angolano à VOA a partir de Luanda.

“A Aministia Internacional deve deixar de usar mentiras para se referir ao Estado angolano”, acrescentou, Luvualo de Carvalho, reiterando que o julgamento dos activistas é “aberto” e que todos os familiares dos acusados “sabem isso” porque têm acesso ao mesmo.

Para além disso, lembrou, os acusados tem os seus advogados que acompanham todas as sessões, por isso, para o embaixador itinerante, as declarações da responsável da AI são “absurdas e sem nexo”.

Na conversa, ele destacou que o tribunal foi mais longe ao demonstrar a sua boa fé, criando uma sala especial para os jornalistas poderem acompanhar o julgamento como testemunham as reportagens na televisão portuguesa.

“Não sabemos de onde retirou essa informação que é absurda”, reiterou Luvualo de Carvalho, quem advertiu que “nenhuma lei em Angola prevê a presença de observadores internacionais em qualquer tribunal”.

Interrogado sobre a alegação de que muitos foram impedidos de assistir ao julgamento, o diplomata angolano disse que a sala do julgamento “não é um estádio de futebol, não é um espectáculo público”.

“A sala tem as dimensões que tem e a sala de imprensa também”, reiterou.

“O número de pessoas naturalmente não pode exceder o número de pessoas para a qual a sala foi dimensionada”, acrescentou que os meios de informação devem acautelar-se em não publicar alegações “descabidas” sob o risco de caírem no ridículo.

O embaixador angolano exortou ainda a Amnistia Internacional a “deixar o sistema judicial trabalhar”.

“Se pretendem reportar sobre os direitos humanos devem fazê-lo com verdade e com lisura, e não fazerem acusações descabidas e sem sentido”, concluiu o embaixador itinerante angolano para Questões Políticas.

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