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Angola: Professores do ensino superior aguardam ainda resposta às suas reivindicações

  • Manuel José

Sindicalistas diz que alguns professores estão a ser perseguidos

Os professores do ensino superior continuam a aguardar pela solução
dos seus problemas constantes do caderno reivindicativo na posse do
Ministério do Ensino Superior há muitas semanas.





Ao mesmo temo alegam perseguição de docentes que participaram numa greve o ano passado

Neste momento, há uma moratória dada pelo Sindicato dos Professores do
Ensino Superior até Marco deste ano para que haja resposta ás reivindicações feitas.

No dia 14 de Novembro do ano passado os professores haviam decidido fazer uma interpolação a greve, de 45 dias, contudo apelando ao bom senso resolveram apresentar um prazo maior até Marco deste ano, para permitir que o governo tenha mais tempo, para analisar e resolver o problema.

"Nós demos uma moratória até ao mês de Marco, isto para dar mais espaço de tempo ao ministério do Ensino Superior, para que possa responder e que não haja mais desculpas," disse o Secretario Geral do SINPES, Eduardo Peres Alberto.

Desde o ultimo encontro mantido com a entidade patronal, o ministério do Ensino Superior havia prometido fazer chegar aos professores uma contra proposta de sete pontos, para resolução do diferendo mas já lá vão 50 dias e os professores continuam a espera do documento.

"Eles prometeram mas até agora ainda não mandaram o documento,” disse Alberto.

“Disseram que estavam a preparar sete pacotes e que o mais breve possível entregariam ao SINPES mas o que é certo é que o mais breve possível já conta um mês e meio e nada," acrescentou.

Os problemas estão aí colocados no caderno reivindicativo, sem solução, vamos esperar até ao mês de Março," acrescentou.

E um dos problemas, segundo Peres Alberto é o da perseguição aos
professores que aderiram a greve do ano passado.

O exemplo vem da segunda região, da Universidade Katiavala Bwila, onde oito professores foram chamados à procuradoria provincial, para responder processos.

"Já foram chamados pela Procuradoria Geral a nível provincial e não conseguem esclarecer, alegam apenas que são orientações superiores mas já havíamos recebido garantias do secretário de estado para o ensino superior, para supervisão que tudo estava resolvido,” disse.
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