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Professores angolanos ameaçam com greve nacional

  • Isaías Soares

Guilherme Silva, presidente do Sinprof

Guilherme Silva, presidente do Sinprof

Sinprof dá ultimato de três meses ao Governo

O Sindicato Nacional de Professores(Sinprof) diz que vai convocar uma greve à escala nacional caso o Governo não resolva as suas reivindicações.

A decisão foi tomada no passado sábado em Malanje na terceira reunião ordinária do Conselho Nacional do Sinprof que avaliou os impactos da desmotivação dos professores na qualidade de ensino, da monodocência e das transições automáticas no ensino primário.

“Considerando que a data provável para a solução de todas as questões que se prendem com a remuneração e actualização de categorias terminou no mês de Setembro, (a reunião decide) garantir uma moratória de três meses, ao fim dos quais o Conselho Nacional, à luz dos estatutos do Sinprof, autoriza o Secretariado Nacional a declarar uma greve nacional”, refere o documento saído da reunião.

O Conselho Nacional do sindicato remeterá ao Ministério da Educação o parecer das alterações do ante-projecto de Decreto Presidencial do novo estatuto da carreira docente do ensino primário e secundário, técnico pedagógico e especialista de administração da educação.

Guilherme Silva, presidente do Sinprof, defendeu a necessidade da formação de professores para se evitar erros como a implantação da reforma educativa em Angola.

“Daí a razão de muitos académicos angolanos criticarem a reforma em curso, tal como referiu recentemente o professor-doutor Carlos Feijó”, explicou Silva.

O secretário provincial do Sinprof no Uíge Armando Vieira disse que muitos professores daquela região aguardam por salários de colaboração em atraso e as categorias não correspondem com as competências.

O quarto Conselho Nacional do Sinprof vai acontecer na cidade do Lubango, província da Huíla, em 2015.

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