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Angola precisa diversificar economia e promover a transparência

  • Manuel José

A necessidade da sucessão do Presidente da República há 34 anos no poder é outro ponto do relatório social da UCAN em 2013.

Angola dificilmente conseguirá obter sucesso com o programa de diversificação da sua economia se não criar salários compatíveis ao custo de vida dos cidadãos.

Esta é uma das muitas conclusões do relatório económico angolano de 2013 na visão do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola (CEIC).

Para além deste relatório a Universidade Católica apresentou também o seu relatório social referente ao ano de 2013.

De acordo com a apresentação do relatório económico de 2013 por parte do professor da Universidade Católica Alves da Rocha, é preciso que haja mais transparência no tratamento dos dados por parte do Executivo.

O economista falou igualmente da necessidade de se melhorar os níveis de salários que se praticam em Angola, para que o programa de diversificação da economia seja sustentável.

Para o economista Carlos Rosado de Carvalho é necessário que os dados económicos não sejam guardados a sete chaves pelas autoridades do país sob pena das políticas publicas estarem sujeitas a fracassos sucessivos.

"Que decidam com base em informações fiáveis, eu costumo dizer que admiro muito os governantes que decidem sem informação pois eventualmente por isso é que as nossas políticas públicas depois não tem os resultados que se pretendem atingir", diz Carvalho.

Quanto ao relatório social de Angola referente a 2013, o documento concluiu que falta no país o hábito de se avaliar as políticas publicas, segundo o professor Nelsom Pestana Bonavena principalmente da parte do Governo:
"Normalmente as políticas públicas em Angola não são avaliadas mesmo pelo próprio executivo".

As varias manifestações de contestação a violações de direitos fundamentais dos cidadãos marcou o ano de 2013 na visão do relatório da UCAN, bem como exigências de melhorias salariais dos trabalhadores.

A necessidade da sucessão do Presidente da República há 34 anos no poder é outro ponto do relatório social da UCAN em 2013.

"Durante o ano de 2013 criaram-se várias preocupações porque o Presidente da República ausentou-se do país por 40 dias, o que levantou inquietações e especulações sobre a necessidade da sucessão do Presidente da República", afirma Nelsom Bonavena,

Este é o quarto ano consecutivo que a Universidade Católica lança os relatórios económicos e sociais do país.

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