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Angola: Polícia reconhece ter morto a tiro dirigente da CASA CE

  • Redacção VOA

Calma regressa ás ruas de Luanda; maior parte dos presos foram libertados

A calma regressou Domingo ás ruas de Luanda cenário de confrontos ontem durante tentativas de manifestações convocadas pela UNITA pra protestar contra o desaparecimento dos activistas Isaías Cassule e Alves Kamulingue.

Um dirigente da CASA CE foi morto e centenas de pessoas presas mas a esmagadora maioria já foi libertada.

A polícia angolana reconheceu que efectivos da Guarda Presidencial mataram um dirigente da oposição.

O porta-voz Aristófanes dos Santos disse que Manuel Hilberto Ganga, dirigente da coligação eleitoral Convergência Ampla de Salvação de Angola (CASA-CE), foi abatido com um tiro quando se tentou pôr em fuga, na sequência duma ordem de detenção por ter sido surpreendido, com outros elementos daquele partido, a violar o perímetro de segurança da Presidência da República.

Os oito militantes da CASA-CE foram surpreendidos por efectivos da Unidade de Guarda Presidencial a colar cartazes contra o rapto e presumível homicídio de dois ex-militares, há cerca de ano e meio, em Luanda, quando tentavam organizar uma manifestação antigovernamental.

Aristófanes dos Santos

Aristófanes dos Santos

O comunicado de imprensa apresentado por Aristófanes dos Santos destaca que Hilberto Ganga foi morto com tiro, quando se tentou por em fuga, incentivado pelos restantes sete detidos, mas um comunicado da CASA-CE, que cita justamente um dos restantes sete elementos, António Baião, salienta que foram disparados dois tiros e não um, como alega a polícia.

Os militantes da CASA CE disutam atambem a versão dos acontecimentos indicando que Ganga foi morto á queima roupa.

Aristófanes dos Santos lamentou a existência de uma vítima mortal nos incidentes registados ao longo do dia,

Segundo Aristófanes dos Santos "não está em causa a realização das manifestações, mas estava em causa, sim, o direito à segurança, que também é um direito constitucionalmente consagrado".

Durante a conferência de imprensa, o porta-voz policial negou que a polícia tenha utilizado "força excessiva", como acusa a UNITA e apenas reconhece que a força foi usada mas, disse, "de forma devidamente controlada".

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