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Angola: Oposição exige tratamento igual por parte de informação pública

  • Arão Ndipa

Angola assembleia nacional parlamento

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Oposição está a fazer "birra", diz MPLA. CASA diz que não se vai permitir eleições com a parcialidade dos orgãos do estado

A oposição angolana não vai permitir que se chegue ás eleições de 2017 com os órgãos de informação públicos a serem controlados e parciais a favor do partido no poder, o MPLA, disse o líder parlamentar da CASA CE, André Mendes de Carvalho.

O deputado falava depois da oposição se ter negado a participar nesta quarta-feira, 22, nos debates sobre os diferentes projectos de lei propostos pelo Governo em sinal de protesto contra a não transmissão dos debates pela comunicação social pública.

Em ocasiões anteriores o protesto era feito através do abandono da sala, mas desta vez os deputados da oposição mantiveram-se nela, sem emitir qualquer opinião sobre os assuntos em pauta.

Mendes de Carvalho diz que este boicote se desitnou a chamar a atenção mais uma vez para a questão da transmissão dos debates pela televisão e radio afirmando que a oposição tem sido “paciente” sobre esta questão.

“Em Dezembro de 2013 enviamos um documento para assembleia nacional e até hoje não temos resposta positiva a esta matéria” disse Mendes de Carvalho.

“O presidente da assembleia nacional mostra-se impotente para resolver esta questão porque segundo se entende a coisa não depende só dele” disse o deputado da CASA CE para quem “não é aceitável que num regime que se pretende democrático não haja respeito pelas leis”.

“A lei diz que o tratamento aos partidos políticos deve ser igual e nós não queremos vantagens queremos um tratamento igual para todos os partidos porque é isso que está na lei,” acrescentou

Mendes de carvalho admitiu a hipótese das transmissões dos debates parlamentares erem feitas “em diferido” desde que “textualmente se reportasse aquilo que se passou”.

Se os órgãos de informação públicos não se sentem capazes então permitiam que os órgãos privados que o queiram fazer permitam que eles façam”, disse.

“Não vamos caminhar para as próximas eleições com o estado da comunicação social como se encontra hoje”, afirmou ainda o deputado da CASA CE.

“ Não vamos permitir isso e se forem necessárias outra acções iremos tomar outras acções mais profundas mas a verdade é que quando chegarmos a 2017 o quadro não pode ser este”, afirmou sem contudo especificar que tipo de acções poderão ser levadas a cabo.

Já o chefe da bancada parlamentar da UNITA, Raúl Danda, considerou que a falta de transmissão dos debates “é ilegal e uma traição ao povo estarmos aqui a decidir coisas sem que esse povo saiba o que estamos a discutir, isso não esta certo”.

Danda fez eco das palavras do deputado da CASA CE afirmando que o presidente da assembleia e os deputados não tem poder para decidir sobre a questão não se sabendo quem anda a impedir a decisão.

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