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Correspondente da VOA detido e agredido pela polícia em Luanda

  • Redacção VOA

Coque Mukuta, correspondente da VOA em Luanda

Coque Mukuta, correspondente da VOA em Luanda

Sindicato e Instituto dos Media protestam.

O correspondente da VOA em Luanda Coque Mukuta foi detido e agredido por polícias ao princípio da tarde de terça-feira, 24, tendo sido libertado por volta das 21 horas.

O incidente ocorreu no mercado do Zango 1 para onde Mukuta se encontrava a comprar um cabo para as suas gravações e a ver.

No local, deparou com uma agressão de agentes da polícia a um indivíduo que estava a ser acusado de venda ilegal de produtos não autorizados.

Sob suspeita de estar a gravar e a fotografar a agressão - o que não correspondeu à realidade - dois agentes dos serviços de investigação criminal e oito da polícia agrediram o jornalista numa viatura e na rua.

Ele foi depois transportado para a chamada “esquadra vila azul”, onde lhe foi negado o uso de casa-de-banho ou água para beber.

Mais tarde foi transferido para a unidade operativa de Luanda, de onde seria libertado cerca das 21 horas.

Teixeira Candido, secretário-geral sindicato jornalistas Angola

Teixeira Candido, secretário-geral sindicato jornalistas Angola

O secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos, Teixeira Cândido, disse que a instituição vai protestar junto de instâncias máximas.

“A polícia tem de compreender que há limites para a actuação de cada um”, disse Cândido para quem o incidente “é lamentável e uma situação recorrente”.

“O sindicato está a preparar um expediente e vai escrever ao ministro do Interior, o comandante-geral da Polícia e o comandante policial a dar conta desta violação da liberdade de imprensa”, acrescentou.

Por outro lado o Instituto de Comunicação Social da África Austral em Angola (Misa-Angola) disse que o inspector-chefe Mateus Rodrigues descreve o incidente como "uma simples retenção para averiguação”.

Numa declaração, o Misa-Angola afirmou que “à pergunta, como é possível reter um repórter durante o dia inteiro(?) para uma “averiguação”, o porta-voz disse que a percepção do agente que o deteve pode ter sido diferente no terreno, em face dos comportamentos evidenciados”.

Alexandre Neto Solombe

Alexandre Neto Solombe

O presidente do Misa-Angola Alexandre Neto defendeu que Coque Mukuta deve apresentar uma queixa-crime contra os agentes envolvidos “mesmo que seja apenas um acto simbólico”.

O correspondente da VOA Coque Mukuta apresentou nesta quarta-feira, 25, uma queixa na esquadra da polícia do Zango 0.

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