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Angola: Mistério rodeia gigantesca compra de armas à Rússia

  • Manuel José

A caminho de Luanda? Sukhoi 30

A caminho de Luanda? Sukhoi 30

Contracto vale cerca de mil milhões de dólares, diz jornal russo

O mistério e o silêncio envolvem um negócio de mil milhões de dólares envolvendo a compra de armas á Rússia pelo governo angolano.




O diário russo Vedomosti disse que Angola assinou com o monopólio estatal russo Rosoboronexport um contrato de mil milhões de dólares que inclui o fornecimento de equipamento militar, a construção de uma fábrica de munições em Angola e assistência pós-venda, noticiou quarta-feira o diário russo

A noticia foi também transmitida pela agencia de noticias portuguesa LUSA.

O acordo terá sido assinado na semana passada durante uma visita de Dmitri Rogozin, vice-primeiro-ministro russo, a Angola, e inclui o fornecimento de 18 aviões caça Sukhoi 30, helicópteros de transporte Mi-17, tanques, peças de artilharia, armamento ligeiro e munições.

É um contracto enorme que torna Angola no principal comprador de armas russas no continente africano suplantando o Uganda.

Mas em Angola está tudo rodeado de ministério. O contracto não foi anunciado, ninguém o conhece, ninguém sabe o que se passa.

A noticia foi publicada no portal da internet Club K que cita a edição on line do Novo Jornal.

A Voz da América procurou reacções junto das bancada parlamentares do MPLA, UNITA e PRS que se manifestaram surpresos quanto a informação. O líder do grupo parlamentar da CASA-CE, André Mendes de Carvalho disse não possuir elementos desta informação.

"Não tenho dados sobre esta matéria, são dados sensíveis que tem a ver com a segurança nacional," disse.

Do mesmo grupo falou o deputado Alexandre Sebastião André.

"Vamos esperar e ver se isto terá algum peso sobre o Orçamento Geral do Estado,” disse.

“Se tiver peso sobre o orçamento, estaríamos numa contradição enorme entre a paz e a guerra," acrescentou.

O parlamentar da CASA-CE considera que a ser verdade a informação seria um atropelo a democracia.

A VOA não conseguiu qualquer pronunciamento sobre o assunto por parte do executivo angolano, enquanto que algumas ONGs nacionais contactadas disseram que desconhecem a informação.

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