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Mortes por malária diminuiram em Malanje

  • Isaías Soares

Única ambulância do Hospital Municipal de Cacuso, Malanje, Angola.

Única ambulância do Hospital Municipal de Cacuso, Malanje, Angola.

Casos de paludismo caíram de 5.200 para 980, no ano passado. Internamentos prolongados ainda são desafio para estruturas hospitalares

As mortes por malária no Hospital Geral de Malanje registaram uma redução considerável em 2010, em relação ao igual período do ano anterior, com o registo de 41 óbitos.

O director-geral da unidade de referência no nordeste de Angola, Dr. Armando Dala, precisou que foram assistidos 981pacientes com malária, num horizonte de 65 mil pessoas de todas as patologias. Em 2010 houve um acréscimo de mais 2 mil consultas de doentes com malária.

“Tivemos 65 mil doentes assistidos em consulta externa, com um acréscimo de mais 2 mil casos, significa dizer que houve um aumento na procura dos nossos serviços, mas mesmo assim, nós também tivemos um desempenho bastante positivo, porquanto em relação a malária que é uma das patologias mais frequentes ocupa o primeiro lugar de morbimortalidade hospitalar. Dizer que, tivemos no ano passado 981 casos em comparação com o ano 2009 em que tivemos 5200 casos, significa dizer que a malária
caiu drasticamente”, disse o médico.

A seguir ao paludismo nesta região estão os casos de poli traumatismo, que ocuparam 900 internamentos e 2 mortos no Hospital Geral de Malanje no ano findo. O director-geral daquele hospital reafirmou que a circunscrição vai contactar em breve com uma unidade específica para atender pacientes vítimas dos acidentes de viação nas estradas locais.

“Nós tivemos um total de 946 casos e, para dizer que, no ponto de vista da traumatologia nós tivemos muitos acidentes em que envolveram motociclos e as fracturas mais frequentes foram as fracturas do fémur e do úmero", precisou.

Referindo-se à escassez de camas para internamentos proplongados, disse que estadias de 20 dias "têm solicitação enorme, logo depois das doenças infecciosas e com a malária à cabeça. A segunda de morbimortalidade no nosso meio são os traumas por acidente rodoviário. Nós a nível do hospital estamos a pensar avançar para uma unidade de tratamento de poli trauma e neste preciso momento estamos a celebrar um contrato com a clínica Girassol”.

O Hospital Municipal de Cacuso que poderá ser concluído este ano, depois de 6 anos a receber obras de restauro será ampliado e contará com um espaço para assistir os doentes com poli traumatismo, segundo o administrador da localidade, Furtado Azevedo.

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