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Angola: Malária matou mais de uma pessoa por dia em Malanje

  • Isaías Soares

Angola: Malária matou mais de uma pessoa por dia em Malanje

Angola: Malária matou mais de uma pessoa por dia em Malanje

Em 2010 a malária provocou a morte de 386 pessoas na província de Malanje. 14 eram mulheres grávidas.

3 Jan 2011 - A malária provocou a morte de pelo menos 386 pessoas na província angolana de Malanje de Janeiro a Novembro de 2010, das quais 14 mulheres grávidas, anunciou nesta cidade, o supervisor do programa de combate aquela doença, Marcelino Pereira Bravo.

A introdução do programa anti-larval, que consiste na pulverização intra e extra-domiciliar por especialistas cubanos em parceria com angolanos permitiu a redução considerável do número de infectados e de óbitos em comparação ao ano de 2009. Sem fornecer pormenores em relação aos períodos do ano passado, o responsável confirmou o registo de 533.070 consultas.

A cifra de mulheres grávidas foi de 59.926 nos exames, o internamento de 21.906 doentes, onde 9.996 foram mulheres e a realização de 23.855 pesquisas do plasmódio, com 1.813 mulheres gestantes. Dos 58.633 testes rápidos efectuados 2.222 incluíram mulheres.

No período analisado, o programa controlou o internamento 4.532 pessoas, das quais 226 mulheres grávidas, 71.041 tratamentos em crianças menores de 5 anos e 69.781 em maiores de 14 anos.

As enxurradas que nesta época do ano em Malanje provocam charcos nas áreas baixas da região, provocando sérios embaraços aos especialistas do programa da luta contra o paludismo.

O "Coarctem", medicamento eficaz na cura da enfermidade que mais mortes provoca no país continua a ser comercializado em farmácias, no mercado paralelo e na rua de forma descontrolada a preços que variam entre os 500 e os 1000 kwanzas a carteira.

O Programa de Investimentos Públicos/2011 do governo de Malanje prevê um orçamento de 62 milhões e 500 mil kwanzas para a continuidade das acções de apetrechamento dos centros de saúde e postos médicos em todos municípios da província de Malanje iniciadas em 2009, a instalação de serviços específicos materno-infantis nas unidades de saúde e um estudo para a estabelecimento de rede de gases hospitalares em todas unidades de saúde públicas.

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