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O brigadeiro Correia de Barros culpa a guerra fria, Marcolino Moco considera ter-se passado de partido único para homem único

Na frente de combate contra as forças militares portuguesas pela independência de Angola destacaram-se movimentos de libertação como a UPA, a União das Populações de Angola, mais tarde Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), liderada na altura por Holden Roberto, que se tornaria uma figura importante na política angolana.

Ngola Kabango, nacionalista e líder actual da FNLA, considera o papel da UPA como crucial para a independência da ex-colónia.

Proclamada a independência, a 11 de Novembro de 1975, Angola entra num período de guerra civil, que segundo o brigadeiro Correia de Barros, foi resultado de interesses estrangeiros, da guerra fria.

Para os veteranos de guerra Jonas Chissapa e Augusto Nehelo toda a independência pressupõe a melhoria de vida, mas há dados que não se podem ignorar, Angola governa-se a si própria agora.

Jonas Chissapa é actualmente inspector do secretariado provincial da UNITA em Malange e atribui culpa à independência pela guerra civil que abalou o país durante décadas.


O veterano Augusto Nehelo separa Angola politica e economicamente

Entre a proclamação da independência até 1992, Angola vivia um regime de partido único que chegou ao fim após as eleições realizadas nesse ano.

O primeiro-ministro de então, Marcolino Moco, descreve esse momento como uma euforia, por se tentar pôr em prática o sistema democrático do modelo ocidental. Moco foi primeiro-ministro entre 1992 e 1996 e revela sonhos e frustrações.

Marcolino Moco acabaria por se afastar do governo do Presidente José Eduardo dos Santos, considerando que em Angola passou-se do partido único para o homem único.

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