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Luanda: Crescente onda de assaltos contra comerciantes oeste-africanos

  • Manuel José

Assaltos à mão armada aumentam na capital angolana.

Os pequenos negócios de cidadãos da África Ocidental em Luanda e arredores estão a ser alvo de uma onda de assaltos e roubos violentos que, em muitos casos, terminam na morte dos imigrantes.

Em Viana, por exemplo, não há um único dia em que as lojas dos cidadãos dos países da África Ccidental não são assaltadas e em grade parte são levados a cabo de forma violenta e terminam em assassinatos.

Dialo Mohamed, em entrevista a rádio Despertar Comercial, diz ter testemunhado um de seus conterrâneos a ser assassinado por marginais, depois destes terem assaltado a sua loja.

''Meu conterrâneo foi morto e a polícia não faz nada”, disse, acusando as autoridades de só chegarem que "levar o corpo na morgue".

Mas na onda de violência criminosa que grassa um pouco por toda a capital afecta também os próprios agentes da polícia como aconteceu na terça-feira, 17, quando um agente da Polícia Nacional de 35 anos foi atingido por rajadas de metralhadora durante um assalto nos arredores de Luanda, o segundo caso idêntico em menos de uma semana.

O agente em causa tinha sido chamado a intervir num assalto a uma residência em Viana mas foi recebido com disparos pelos meliantes que se puseram depois em fuga.

Uma semana antes, na terça-feira, 10, outro agente da polícia angolana morreu e um ficou ferido, depois de os dois terem sido atingidos igualmente com disparos de AKM, ao tentarem frustrar um assalto a uma pequena loja no Cazenga.

Ao mesmo tempo, aumentam as preocupações quanto à onda de raptos na capital.

Dados fornecidos ao jornal português Expresso pelos Serviços de Investigação Criminal dão conta que mais de metade de cidadãos estrangeiros vítimas de raptos em Luanda são assassinados porque os familiares mais próximos não pagam o resgate exigido pelos raptores.

Esses raptos estendem-se agora a cidadãos europeus.

Há duas semanas um cidadão francês escapou com vida a um sequestro, do qual foi resgatado pela polícia, por três milhões de cuanzas, segundo uma fonte policial.

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