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Angola: Jurista acredita que vai haver eleições livres e justas

  • Manuel José

Cartão de Eleitor Angola.

Cartão de Eleitor Angola.

Um jurista angolano ligado à UNITA acredita que as próximas eleições em Angola serão livres e justas.

A afirmação de Nelito Ekuikui foi feita num caloroso debate sobre o significado da independência de Angola organizado pelo Centro de Integridade Pública de Angola em que participou também o jurista Walter Ferreira próximo do MPLA.

Logo no começo do debate alteraram-se os ânimos, quando Ekuikui disse que no recente discurso sobre o estado da nação o Presidente José Eduardo dos Santos tinha implicitamente admitido que as eleições do passado não tinham sido feitas com lisura.

''Pela primeira vez realizaremos eleições que representem realmente a vontade do povo. Quem está dizer isso é porque reconhece de forma tácita que nunca realizou eleições livres, justas e transparentes'', disse Ekuikui.

Este jurista foi mais longe e disse acreditar que em 2017 José Eduardo dos Santos tem razões de sobra para cumprir a promessa.

''Em nosso entender o Presidente da República como quer deixar um legado, compreendemos que vai sim senhor realizar eleições livres justas e credíveis agora em 2017 até porque o contexto mudou, isto é um ganho da independência'', disse.

Walter Ferreira do MPLA não aceita a interpretação feita pelo colega de debate.

''O que consegui perceber é que houve uma vontade do estadista em depositar confiança as instituições democráticas, para que o processo eleitoral seja conduzido de uma forma transparente com uma certa equidistância dos vícios ou máculas que tivemos no passado''.

Logo depois a tensão voltou a baixar e Walter Ferreira apontou alguns caminhos a seguir pelo seu e outros partidos políticos da nossa praça.

''Precisamos construir um país melhor que acabe com a intolerância política, com o preconceito e consigamos viver respeitando a diferença, os partidos políticos têm responsabilidades no sistema democrático para que governem e conduzam o país da melhor forma, precisamos ter cidadãos e sair da lógica permanente da instigação, da arrogancia da prepotência, precisamos de autoridades mais próximas do cidadão que oiçam o cidadão que saiam da arrogância, os partidos políticos sirvam apenas o povo'', disse

Para Nelito Ekuikui contudo não houve independência para a maior parte dos angolanos.

''A independência fez-nos livres da dominação colonial mas continuamos dominados por uma classe, por uma burguesia, temos que lutar para nos livrarmos desta classe dominante'', disse.

Walter Ferreira acredita que alguns avanços foram conseguidos com a independência, como a construção de várias infraestruturas para reduzir a carência de habitação que se vive, avanços estes inseridos no programa de governo escrutinado pelos cidadãos aquando do pleito de 2012.

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