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Jovens criticam política habitacional do Governo Angolano

  • Manuel José

Estudantes pedem revisão da polícia de construção de centralidades.

A falta de habitação para a juventude continua a ser um dos maiores problemas de Angola.

Jovens contactados pela VOA criticaram asperamente a política habitacional afirmando que os vários projectos habitacionais levados a cabo pelo Governo devem ser revistos.

A VOA ouviu alguns estudantes universitários do curso de arquitectura e outros jovens com formação média que chumbaram todos os projectos habitacionais do Estado e deixaram algumas propostas ao Executivo.

O estudante universitário Bruno Soares defendeu um programa de construção de “casas sociais para que os jovens pagassem a longo prazo”.

Soares disse também que sem o combate ao desemprego na juventude será difícil resolver o problema habitacional.

Antes, disse, é preciso diminuir o nível de desemprego para que não haja problemas como o que vemos nos recentes projectos habitacionais, como o Kilamba, em que o próprio Governo reclama que a população não está a pagar".

Outra estudante de arquitectura, Dina Alfredo, alertou ao Governo para ter sempre em conta o destinatário dos projectos habitacionais.

"Acho que o Governo devia analisar bem o tipo de projectos que faz, devia fazer de acordo com a condições de de cada pessoa porque numa sociedade existem pessoas de diferentes estratos sociais: médio, baixo e alto", disse.

A estudante afirmou que as “centralidades” construídas pelo Governo não têm tido sucesso.

"Esses programas habitacionais como Kilamba, Cacuaco que o Governo está a construir não servem para nós, são para pessoas de renda alta porque eu não acredito que um indivíduo que mora no interior do Cazenga tenha possibilidade de comprar uma casa nas centralidades", concluiu.

Já o técnico médio Dani Pinto reprova o projecto do Zango.

"Zango 3 por exemplo é um projecto que não tem escolas, não tem hospitais, isto não existe, uma pessoa sem condições que adoeça à meia noite por exemplo vai acabar por morrer", criticou.

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