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Angola: Impasse nas negociações entre SINPES e governo

  • Manuel José

Universidade Agostinho Neto

Universidade Agostinho Neto

Professores universitários preparam assembleia para decidir sobre greve

As negociações entre o Ministério do Ensino Superior e o Sindicato dos Professores do Ensino Superior estão totalmente paradas porque segundo o SINPES, a entidade patronal continua intransigente em dialogar com os professores universitários.

O SINPES está agora a preparar uma reunião a nível nacional para decidir sobre a possibilidade de uma greve ainda este mês.

O sindicato de professores entregou em Novembro o caderno reivindicativo ao Ministério do Ensino Superior e, segundo, os sindicalistas o ministério não se disponibiliza a negociar com os docentes.

De acordo com o secretário-geral do Sindicato de professores do ensino superior, Eduardo Peres Alberto estagnaram as negociações, apesar do MPLA ter sublinhado a necessidade das partes de se sentarem à mesma mesa para debaterem as diferenças.

"Tudo está parado só o Bureau político (do MPLA) se pronunciou, orientando uma discussão ampla sobre o pacote legislativo do ensino superior e foi só isso, de resto está tudo parado," disse Eduardo Alberto.

Internamente o sindicato continua a concertar ideias, para na segunda quinzena deste mês realizar a Assembleia Geral que vai decidir sobre o futuro das aulas na universidade pública.

"A nível das regiões académicas estão a ser realizadas assembleias para reflexão sobre o pacote do ensino superior para que sejam emitidos os seus pareceres ao secretariado nacional”, disse.

“Temos 15 dias para a realização das assembleias regionais, Luanda já realizou, faltam outras regiões que se debatem com dificuldades económicas mas estamos nós a organizar", acrescentou.

Da região académica Luanda Bengo, o seu coordenador Carlinhos Zassala disse que há cinco meses que uma greve foi interrompida para dar possibilidade a negociações mas, segundo disse, o Ministério do Ensino Superior “não quer saber de conversas”.
“Não houve por parte da entidade patronal nenhuma abertura para o processo negocial", garantiu.

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