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Angola na Comissão dos Direitos Humanos da ONU


Antecipadamente, o governo angolano dava como apropriada a sua presença e as críticas infundadas

Angola foi eleita para o Conselho dos Direitos Humanos das Nações Unidas, facto saudado pelo governo e lamentado por organizações de defesa daqueles direitos.

A eleição estava praticamente garantida. Eram 14 países para 14 vagas e os países foram escolhidos previamente por cada um dos grupos regionais.

A Human Rights Watch é uma de 40 organizações que defendia a presença, no Conselho, apenas de países com uma folha de serviços impecável no que diz respeito aos Direitos Humanos.

Iain Levine, representante daquela organização em Nova Iorque, espera que, agora que foi eleita sem merecer, Angola respeite mais os direitos humanos. E diz que o actual sistema de designação de candidaturas, impede boas escolhas e facilita a eleição de países muito maus.

Levine afirma que, devido a esse sistema foram eleitos hoje países como Angola, Líbia, Uganda, Malásia e Tailândia, todos com problemas de direitos humanos.

A credibilidade do Conselho de Direitos Humanos da ONU depende das suas acções, mas também dos governos que dela fazem parte. E quando há governos que abusam dos direitos humanos, isso cria um problema de credibilidade, disse Iain Levine a VOA.

Nessa lógica, afirmou que neste momento, Angola não merece estar no Conselho de Direitos Humanos da ONU. Mas, prossegue, já que Angola está na Comissão queremos ver uma melhoria do seu comportamento.

Escute também a opinião de Bento Bembe, Secretário de Estado angolano para os Direitos Humanos, num trabalho enviado pelo nosso correspondente em Cabinda, José Manuel.

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