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FMI negoceia em Luanda apoio financeiro a Angola

  • Manuel José

Negociações vão durar até 14 de Junho.

Uma equipa de peritos do Fundo Monetário Internacional (FMI) começou nesta quarta-feira, 1, contactos com as autoridades angolanas, no âmbito da ajuda financeira solicitada pelo Executivo.

A delegação do FMI é chefiada pelo brasileiro Ricardo Vellos e vai permanecer no país até ao próximo dia 14.

Alguns especialistas ouvidos pela VOA chamam atenção para aspectos como transparência, para que não se extremem posições nem do lado angolano nem do FMl.

O especialista em questões de economia e presidente da AIA José Severino considera que “cada país tem a sua realidade” e que, portanto, “modelos estereotipados não devem ter lugar aqui”.

Por outro lado, avisou, emreferência a Moçambique e aos seus empréstimos escondidos, que Angola deve ser aberta nas negociações com o FMI.

“Não devemos é ter comportamentos errados como os irmãos do índico de ter coisas debaixo da mesa”, disse, lembrando que o FMI não pactua com este tipo de situações, portanto deve haver transparência dos dois lados da negociação para que não haja posições extremas nem do lado de Angola nem do FMI''.

Galvão Branco, outro especialista em economia, alerta para os vícios de défice de transparência do lado angolano para que o FMI não endureça a sua posição.

''A forma como a despesa publica ainda é contratada requer que se tomem algumas medidas, independentemente de algumas vontades políticas que existem”, disse.

“Ainda temos problemas muito sérios em matéria de transparência da despesa pública, sobretudo em matéria de investimento, e acredito que a sua solução depende mais de nós do que qualquer intervenção do Fundo Monetário Internacional'', acrescentou

O FMI ainda não definiu o montante da ajuda financeira a Angola que se inscreve no âmbito do Programa de Financiamento Ampliado.

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