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O maior medo do ouvinte desta semana é morrer de febre amarela

  • Danielle Stescki

Espaço do Ouvinte

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M. Ventura, de 24 anos, está a cursar o último ano do curso de Gestão de Recursos Humanos. O que mais preocupa esse angolano são as mortes causadas pela febre amarela na província de Benguela.

Ele explicou que a situação melhorou um pouco em comparação com algumas semanas atrás, mas ainda é crítica. Há falta de médicos especializados e de equipamentos. Há muitas mortes causadas pela febre amarela.

Ventura contou que os hospitais não têm condições para tratar os doentes.

"As pessoas vão ao hospital e passam horas esperando. Às vezes, morrem sem serem atendidas".

Ventura acrescentou que os médicos, como já sabem que não podem fazer nada, chegam até a ignorar os pacientes.

Ele também disse que os coveiros da cidade não estavam a dar conta de enterrar tantas pessoas por causa da falta de espaço nas casas mortuárias.

"Algumas pessoas tinham que pegar os corpos e meter na motorizada. Uma na frente, outra atrás e o morto no meio".

Ventura já perdeu um colega de trabalho devido à febre amarela.

Ele mencionou a experiência que teve num posto quando foi tomar a vacina contra essa doença há algumas semanas. Notou, na ocasião, que o algodão usado não parecia estar limpo, pois tinha uma cor creme ou castanha.

Outro problema é que a vacina estava a ser aplicada por estagiários.

Mesmo assim, Ventura decidiu tomá-la, e agora diz estar com medo. Uma pessoa próxima a ele, que também foi vacinada, ficou doente e apresentou sintomas da febre amarela.

"Não sei como vai ser o desfecho dessa cena".

Confira a entrevista na íntegra.

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