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Angola: Família de Rufino defendida por Luís do Nascimento

  • Coque Mukuta

Marciano Rufino, pai de Rufino Fernando António, jovem de 14 anos que foi morto a tiro durante demolições no Zango, Luanda.

Marciano Rufino, pai de Rufino Fernando António, jovem de 14 anos que foi morto a tiro durante demolições no Zango, Luanda.

Luís do Nascimento, foi constituído advogado da família de Rufino António, auxiliada pela SOS-Habitat para abertura do processo crime contra os responsáveis pela morte de Rufino.

Até ao momento a Procuradoria Geral da República ainda não se pronunciou e o jurista José Francisco Lumango considera que Simão Carlitos Wala, comandante da Região Militar de Luanda, das Forças Armadas Angolanas, "deve ser responsabilizado" pelo que aconteceu.

O causídico acredita que o silêncio da PGR regista-se por estar a juntar as evidências.

"Se o acto foi a mando dele ele também deve ser responsabilizado" afirmou.

Quem também ainda não se pronunciou é o governo central. O Estado-Maior General das Forças Armadas de Angola, em comunicado, prometeu estarem em curso investigações. Um comandante do PCUP tinha acusado a UNITA de ser responsável. No final de semana, o Secretário Provincial do MPLA, Higino Lopes Carneiro acusou um dirigente da Rádio Despertar emissora ligada a UNITA de estar por detrás dos incidentes. Os acusados já desmentiram e pediram a responsabilização dos culpados.

No entanto, na semana passada uma solicitação dirigida ao Presidente da República e Comandante em Chefe, José Eduardo dos Santos, pedia a exoneração, do Simão Carlitos Wala, comandante da Região Militar de Luanda, até ao momento não houve qualquer reacção da Presidência da República.

A Coligação Eleitoral, CASA-CE, recusou-se participar do acto de encerramento do 4ª Sessão Legislativa da IV Legislatura da Assembleia Nacional em solidariedade a Rufino António, adolescente morto a tiro.

O jurista José Francisco Lumango espera que este caso não seja tal como foi o caso de Manuel Hilbert Ganga em que mesmo o assassino depois de assumir o acto foi absolvido. O jurista espera por um bom papel da PGR.

"Talvez pela pressão social venham mesmo a ser responsabilizados" disse.

Entretanto, continuam as demolições, cerca duas mil casas foram deitadas abaixo até ao momento num terreno reclamado pela Zona Económica Especial e pelo novo Aeroporto Internacional.

Luís do Nascimento é também um dos advogados do caso 17, que envolve a condenação de 17 activistas por actos de rebelião contra o Estado angolano, que se encontram de momento em liberdade sob termo de identidade e residência.

Marciano Rufino, falou à VOA depois do enterro do seu filho Rufino António:

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