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Angola: Falta de enfermeiros contribui para o agravamento do sector da saúde

  • Agostinho Gayeta

O secretário geral adjunto do Sindicato dos Técnios de Enfermagem chama atenção a quem de direito a propósito da fuga de quadros no sector de enfermagem.

O Sindicato dos Técnicos de Enfermagem está preocupado com a carência de profissionais formados no ramo e com o não cumprimento dos regulamentos que orientam a sua carreira profissional.

O sindicalista Afonso Kileba salienta que os técnicos de enfermagem têm dificuldades em aplicar e cumprir o Decreto presidencial 254 sobre a perscrição médica que está reservada,segundo o diploma, apenas aos profissionais com grau académico de Licenciado.

O enfermeiro fala em violação forçada do diploma por falta de um número suficiente de médicos para atender a demanda.
“Só o caso Luanda ainda não há cobertura de médicos em todos os hospitais, centros e postos de saúde. Logo estamos a transpor este diploma e não esta ser cumprido na integra”.

O défice de presença de médicos em alguns pontos geográficos, centros e postos de saúde deve-se à falta de quadros e a falta de centros de formação profissionalizante;
O secretário-geral adjunto do Sindicato dos Técnicos de Enfermagem de Luanda recorda que as preocupações da classe constantes no caderno reivindicativo apresentado ao Ministério da Saúde em 2012 continuam na ordem do dia, pelo que até a presente data nada foi feito.

Afonso Kileba explica que a classe dos enfermeiros está descontente com a situação.
O Sindicalista denuncia falta de condições de trabalho em algumas unidades sanitárias de Luanda onde há défice de tudo, desde a falta de luvas, seringas e outros materiais gastáveis.

A situação segundo Kileba obriga os pacientes a adquirirem materiais gastáveis nas farmácias privadas fora das unidades hospitalares, o que no seu entender contraria o discurso oficial de gratuitidade da saúde no país.
“Nos hospitais de Luanda, caso concreto centros de saúde, nenhuma seringa tem, nem luvas tem. Todos os materiais gastáveis não existem os pacientes são obrigados a ir aos mercados ou nas farmácias privadas para obtenção dos materiais para levar a té no hospital, se a saúde é grátis”, frisou.

Contudo, o MPLA partido que governa o país, não está satisfeito com a situação sanitária do território angolano e diz estar a par das falhas do sector que afectam a população.
Norberto Garcia o porta-voz do Comité provincial de Luanda sublinha que o seu partido não governa às cegas pelo que “tenta no melhor possível apresentar soluções” para os problemas da população.

“Nós não estamos satisfeitos com a forma de atendimentos nos hospitais, ainda temos de melhorar. Nós temos profissionais nos hospitais que não atendem bem os cidadãos, nós precisamos melhorar”, salientou.
O Secretário para Informação do Comité provincial do MPLA na capital angolana reconhece que a forma como o cidadão é tratado nas unidades sanitárias não é das melhores.

“Reconhecemos que estas falhas têm de ser resolvidas, mas o que é mais importante é a vontade política destas falhas serem resolvidas”.
Entretanto, Afonso Kileba admite por sua vez que muitos dos seus colegas não têm sido bons profissionais no exercício da sua actividade.
Para corrigir as falhas dos enfermeiros, o Sindicato dos Técnicos de Enfermagem recorre ao estatuído por lei, que entre outras prevê censura, punições e multas.
Norberto Garcia, o porta-voz do Comité Provincial de Luanda do MPLA apela à requalificação nos sectores vitais do país convista a um melhor enquadramento da nação no plano da competetividade internacional.

“Precisamos de nos requalificar cada vez mais, no sector da educação, no sector da qualificação profissional porque é assim que nós vamos entrar nos patamares da competetividade internacional”.

O secretário geral adjunto do Sindicato dos Técnios de Enfermagem chama atenção à quem de direito a propósito da fuga de quadros no sector de enfermagem, por isso advoga um melhor acompanhamento da carreira.

O Sindicalista advinha, portanto, dias díficeis para o país no que toca a formação de quadros qualificados em enfermagem, dentro dos próximos dez anos.
“Aqueles que têm” uma visão mais ampla, que deram conta que esta classe está a ser mutilada em função da má gestão, das más orientações que existem no sector, estão a fugir fazendo outros cursos outras profissionais, outras licenciaturas deixando este sector vazio, explicou.

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