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Angola Fala Só - Teixeira Cândido: "Situação dos media privados é muito crítica"

  • Redacção VOA

Teixeira Candido, secretário-geral sindicato jornalistas Angola

Teixeira Candido, secretário-geral sindicato jornalistas Angola

Secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos avisa contra lei para controlar redes sociais como proposto por José Eduardo dos Santos

O secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Africanos afirmou que “ não vale a pena ter vários códigos penais distribuídos pelas legislações avulsas”.

“Eu acho que o código penal é abrangente para todas as situações e se uma situação é criminal, é criminal nas redes sociais como é nos outros meios de comunicação social”, acrescentou em reacção ao pedido do Presidente da República para que haja uma legislação para o que é publicado através da internet.

Teixeira Cândido foi eleito secretário-geral em Outubro e disse no programa Angola Fala Só desta sexta-feira, que as dificuldades financeiras e logísticas da organização já eram por si conhecidas, mas que “a saúde financeira das empresas de comunicação social é uma situação muito pior do que eu imaginava”.

Ao longo do programa o jornalista revelou que as empresas tinham sido abertas e francas em discutir essa situação quando lhes foram apresentadas as reivindicações do sindicato para um salário mínimo de 250.000 kwanzas por mês.

O sindicato propõe agora que isso se aplique às empresas públicas e nos meios de informação privados o salário mínimo seja de 150.000 kwanzas.

Contudo, reiterou que mesmo a nível dos meios de informação estatais os jornalistas “não têm bons salários”.

“Em relação aos órgãos privados a situação é muito, muito crítica”, afirmou.

Durante o programa, o sindicalista disse ainda esses fracos salários têm levado ao abandono da profissão por parte dos melhores e mais experientes jornalistas, deixando redacções sem pontos de referência dos padrões do jornalismo e sem jornalistas “com a experiência necessária para conduzir os outros”.

Cândido revelou que a nível governamental continua a existir uma cultura de nada divulgar mesmo quando são assuntos públicos como orçamentos ou gastos com empreitadas.

O secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos disse a terminar o programa não estar optimista quanto o futuro do jornalismo no país.

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