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ANGOLA FALA SÓ - Microfone Aberto: "Estão a matar a geração do futuro" diz ouvinte


Angola Fala Só

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A violação de direitos humanos não consiste apenas em agressões ou assassinatos mas também na falta de acesso à educação, disse um ouvinte da Voz da América falando no programa Angola Fala Só.

Gabriel Martins da província da Lunda Norte insurgiu-se contra o facto de pessoal não qualificado estar a ocupar cargos de chefia em departamentos escolares e de saúde pondo em risco futuras gerações.

“É uma vergonha o que acontece no Lubalo,” frisou Gabriel Martins que disse que pessoal com qualificações é discriminado em posições de chefia a favor de militantes do MPLA sem qualificações.

Para este ouvinte isto é também uma violação e direitos humanos.
“Estão a matar a geração futura,” disse ele.

O programa “Angola Fala Só” vai para o ar todas as semanas à Sexta-feira e é uma plataforma para os ouvintes questionarem convidados que respondem ás perguntas dos ouvintes. Ocasionalmente o programa adquire um formato de “microfone aberto” em que sem convidado os ouvintes falam dos problemas, desafios e sucessos nas zonas onde vivem.

Neste primeiro dia de Março de 2013 esse foi o formato escolhido e o programa foi marcado por um aceso debate sobre os sucessos e falhanços do governo.

O ouvinte Bernardo Augusto “Singabibanda” defendeu a actuação do governo e do presidente José Eduardo dos Santos afirmando que tem havido grandes progressos sua província do Namibe.

“Eu vejo a reabilitação dos hospitais, vejo a província a crescer,” disse Sigabibanda que quem tudo está “muito tranquilo” Namibe graças ao trabalho do partido no poder, o MPLA e do Presidente José Eduardo dos Santos.

A sua posição foi fortemente criticada por alguns dos ouvintes que se seguiram ao microfone.

Simão Temba de Benguela disse que as melhorias que se registam são “superficiais”, fazendo notar a falta de medicamentos nos hospitais e que “sem dinheiro os filhos são excluídos” das escolas.

Simão Temba referiu-se ainda ao recente incidente em Luanda em que a polícia impediu uma delegação da UNITA de visitar pessoas desalojadas pelas autoridades numa operação de destruição de habitações ilegais.

“isso foi vergonhoso,” disse Temba.

“Hoje não há guerra. Porque é que actuam dessa maneira?” interrogou.

Carlos Silva do Uíge disse que os problemas que se vivem na sua província são “genéricos” a todo país como a falta de infra-estruturas educacionais.

Esses problemas devem ao facto dos “dirigentes não terem ajuizado” os problemas e soluções.

“Quem governa durante 37 anos cai na rotina,” Carlos Silva para quem a melhoria só poderá vir através de uma “alternativa “ no poder.

Bento Clemente de Benguela reconheceu ter havido crescimento das infra-estruturas mas que isso não tem reflexos na situação social das pessoas.

“Há um crescimento no betão e nos blocos mas a população continua pobre, na miséria,” disse.

“O que se vê não é pobreza, é miséria” acrescentou Bento Clemente para quem os dirigentes que passam de carro com guarda costa não conhecem a realidade.

“Devem ir aos bairros,” disse.

Como quase sempre um dos problemas abordados por diversos ouvintes foi a falta de apoio aos veteranos das forças armadas.

O ouvinte João Mulei do Moxico que lutou na batalha do Cuito Cuanavale mostrou-se indignado com essa situação

“Quem defendeu o país? Quem defende as riquezas?” perguntou sublinhando que actualmente se testemunham casos de “oficiais superiores, coronéis, tenente coronéis com candongueiros”.

A paciência tem limites,” acrescentou João Mulei que contudo disse não poder culpar-se o presidente José Eduardo dos Santos pelos problemas do país.

“Não é só o presidente que decide,” disse o ouvinte do Mixco fazendo notar que o chefe de estado está rodeado de conselheiros e outros dirigentes.

Um ouvinte de Cabinda declarou o seu apoio á independência do território criticando o facto do território pouco usufruir da riqueza petrolífera e de estar numa situação de “colonização”

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