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Angola Fala Só - Governo tem que respeitar as suas próprias leis - ouvintes


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Os direitos humanos em Angola não são respeitados, disseram ouvintes no programa “Angola Fala Só” mas alguns avisaram que não se deve exagerar essa situação.

Godinho Cristovão da Associação para a Justiça, Paz e Democracia deveria ter sido o convidado para discutir os direitos humanos em Angola mas foi impossível contactarmos com esse activista durante a hora do programa.

O “Angola Fala Só” foi assim uma oportunidade para os ouvintes darem a sua própria avaliação sobe o respeito ou não dos direitos humanos em Angola. E se é verdade que a maioria dos ouvintes que participaram foram de opinião que esses direitos não são respeitados, outros houve que disseram que embora haja insuficiências não se pode negar que houve progressos.

Tomé Gomes da Lunda Norte disse que há quem queira destruir os direitos humanso em Angola e que por isso o governo deve primar pela “fiscalização”.

Tomés Gomes disse que tem havido incidentes na região de onde falou com empresários que ligados à exploração de diamantes querem forçar a população para fora de certas zonas sem respeitarem as leis existentes.

“Peço ao governo e ao Presidente República para terem isso em consideração”, disse acrescentando que “o estado tem regulamentos, tem leis” que devem ser respeitadas.

Já o ouvinte Beto Cinco da Huíla disse que “na prática não há direitos nenhuns” e referiu-se aos 15 activistas recentemente presos sob acusação de estarem a planear o derrube do governo

“O governo recusa-se a admitir que são presos políticos”, disse o ouvinte que interrogou:

“Se os 15 foram absolvidos o governo vai lhes pagar uma indemnização?”.

Beto Cinco disse que na sua província as autoridades perseguem vendedores de carvão que não têm outro meio de subsistência. Se é verdade que a desertificação é um problema agravado por essa prática “qual é a alternativa oferecia pelo governo?”

Mas o ouvinte Ezequiel, que falou da capital afirmou que o problema de direitos humanos em Angola “é complexo”.

“Dizer que não há nenhum direito humano em Angola É mentira”, afirmou.

“Acho que há exageros e não se pode exagerar com esta questão”, afirmou recordando que Angola tinha saído de “de um período não muito risonho.

“Tem havido alguns ganhos”, afirmou acrescentando que “viver só da critica não nos leva a a lado nenhum”.

“nada se muda de um momento para o outro”, afirmou

Ezequiel disse que dentro do partido no poder, o MPLA há dirigentes de diferentes actuações.

Se há alguns governadores que tentam fazer o seu melhor outros há que “não governam e só bajulam”, disse oeste ouvinte de Luanda para quem o governo “o governo deveria estar mais preocupado com a descentralização do poder”.

Já Evaristo João do Kwanza Sul disse que o governo mostra a sua intolerância quando a algum sinal de oposição “ameaça o povo com a guerra”.

“Em Angola os estrangeiros têm mais direitos que os angolanos”, disse.

Um ouvinte de Cabinda, José Mavungo, disse que a situação no território é a mesma de toda Angola.

“Não há direitos humanos no país”, disse.

Alcides Satuama que falou do Namibe afirmou que a situação dos direitos humanos se tem deteriorado e que há agora a destruição das instituições do país.

“Há uma falta de respeito pelos instituições”, disse rejeitando de seguida o argumento do ouvinte Ezequiel segundo o qual mudanças têm que ser graduais.

“É dever do governo fazer que as coisas aconteçam”, afirmou Alcides Satuama que fez notar que recentemente o governo reprimiu uma manifestação das mães dos 15 detidos por alegada tentativa de golpe mas permitiu ao mesmo tempo uma manifestação pro governamental da Organização da Mulher Angola, OMA.

Este ouvinte do Namibe recordou ainda que numa recente visita a esta província o líder da CASA-CE Abel Chivukuvuku deparou com estações de gasolina encerradas por mando das autoridades e com hotéis que se recusaram a receber os membros da sua delegação.

“Como é possível que isto aconteça?”, interrogou Alcides Satuama que apelou ao presidente da república a “sair para a realidade”.

”É o seu nome que está em causa”, disse.

“Neste país não se respeita os cidadãos respeitam-se os bolsos de alguns cidadãos”, acrescentou.

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