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Angola Fala Só: Bilhete de Identidade de Ana Margoso


Angola, Ana Margoso, jornalista e activista direitos humanos

Angola, Ana Margoso, jornalista e activista direitos humanos

Margoso é o seu pseudónimo, em homenagem ao pai. Ana é uma voz que se faz ouvir, especialmente através das redes sociais, num país onde os jornalistas estão "presos" aos meios em que trabalham

Ana Margoso é a convidada desta Sexta-feira, 18, do Angola Fala Só. A jornalista, foi distinguida pelo MISA - Regional (Instituto de Comunicação Social da África Austral) com o Woman Watch 2014 - que significa fazer parte das mulheres a acompanhar em 2014, distinção que, revelou, não esperava.

Nome: Ana Gonçalves da Silva

Profissão: Jornalista formada em Relações Internacionais

Data de Nascimento: 20 Setembro 1978

Local de Nascimento: Ingombotas - Luanda

Estado civil: Solteira

Filhos: 2

Destino em Angola: Nambuangongo - Bengo. Por ser a terra dos pais, pela sua beleza e pela história, fortemente ligada à luta de libertação de Angola, tendo sido um local muito importante. [A Nambuangongo foi transformada no quartel-general da União dos Povos de Angola (UPA) - o movimento independentista de Holden Roberto]

Lema de vida: Direitos iguais para todos

Curiosidades: Não é religiosa porque considera que ninguém deve ser porta-voz de Deus: "Para mim, Deus está em todo o lado, falo com ele em qualquer lugar". A sua máxima é: Acreditar em Deus mas não nos homens.

Detenções: Na sua vida regista uma detenção. A 7 de Março de 2011, quando estava a cobrir uma manifestação em Luanda. Foram 10 horas na DPIC - Direcção Provincial de Investigação Criminal - sob "muita pressão psicológica", uma experiência que nunca tinha vivido. Revela que teve o mesmo tratamento que tiveram os manifestantes, quando o que estava a fazer era o seu trabalho como jornalista, no momento da detenção.

Prémios/ Distinções: Este ano foi distinguida pelo MISA com o Woman Watch 2014 - uma distinção que significou muito por ter chegado numa altura em que perdia alguma fé no seu trabalho, uma fase "muito complicada" da sua vida profissional. "Foi muito bom porque eu não sabia que o meu trabalho era acompanhado".

Onde estava no 11 de Novembro de 1975:

Ainda não era nascida, mas gostava de ter estado na Praça da Independência.

Sendo filha de pessoas que estiveram envolvidas na luta pela libertação de Angola, tenho muita pena de não ter vivido esse momento. O meu pai pertencia à UPA e foi cedo para as matas. Depois foi para o MPLA.

Naquela altura eles queriam um país igual, mas olhando para o país que temos hoje não se atingiu esse objectivo. Quando oiço um mais velho dizer que tinha mais dignidade no tempo do colono dói-me imenso.

Saúde e educação estão péssimas, temos que olhar para trás!

Facebook: Ana Margoso

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