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Angola Fala Só - Belchior Tati: "É preciso dizer basta!"

  • Redacção VOA

Vicente Yoba e Belchior Tati

Vicente Yoba e Belchior Tati

Dirigentes dizem que MPLA tem de mudar.

O Fórum Consensual de Cabinda(FCC) está optimista quanto à possibilidade de em breve poder ter contactos preliminares com o Governo angolano para negociações sobreo futuro do território, disseram no Angola Fala Só os dois dirigentes máximos da organização.

O presidente do Fórum Vicente Pitra Yoba dialogou com os ouvintes na primeira meia hora do programa antes de embarcar em viagem e na segunda meia hora esteve no estúdio da VOA o secretário-geral da organização, Belchior Lanso Tati.

Yoba disse que desde a sua formação, o FCC já atingiu “80 por cento dos nossos objectivos” com consultas a diversos grupos de Cabinda mas que o Fórum Cabindês para o Diálogo não obteve qualquer resposta do secretário de Estado para os Direitos Humanos Bento Bembe

"O fórum não responde porque é um fracasso", garante Yoba.

Mais adiante no programa Lanso Tati criticou fortemente a organização de Bento Bembe ao afirma que ele tem de explicar “o que foi cumprido com o memorando de entendimento”.

Tati disse que a prioridade da sua organização “é ouvir os que não aderiram ao projecto de Bento Bembe”, a quem acusou de violar os próprios acordos que ele negociou.

O primeiro objectivo, disse, é o dialogo interno para se atingir “uma posição consensual”.

O FCC quer “criar condições para negociações” e só depois é que se pode começar a falar na criação de uma comissão negocial

Ambos os dirigentes do FCC defenderam a via do diálogo para resolver o diferendo de Cabinda com base no princípio de autonomia, mesmo quando alguns ouvintes expressaram dúvidas .

“Eu não sou utópico, mas nós vamos pelo caminho do diálogo”, esclareceu Vincente Yoba, para quem “não há outro meio”, acrescentou , dizendo ainda estar confiante que “o MPLA vai mudar”.

“Nós não temos pressa”, disse, mas frisou a necessidade de “um diálogo aberto”

Interrogados sobre com quem falta ainda dialogar para uma posição consensual, tendo em conta a declaração de que 80 por cento dos seus objectivos foram alcançados, Yoba mencionou a necessidades de “ter que dar alguns passos com os sobas”.

O secretário geral do Fórum Consensual de Cabinda, Belchior Tati, criticou fortemente as instituições judiciais angolanas em Cabinda afirmando que no território “os juízes são obrigados a submeterem-se aos desejos dos serviços de inteligência”.

Em julgamentos como foi o caso recente do activista José Marcos Mavungo “os factos são engendrados por esses serviços”.

Belchior Tati referiu-se também às condenações das violações dos direitos humanos em Angola, particularmente a recém adoptada resolução do Parlamento Europeu, afirmando que para além das condenações “ devem ser tomadas medidas tangíveis que se façam sentir".

“É preciso que se comece a fazer a elite do MPLA sentir”, disse, pedindo que se diga "basta".

Belchior Tati exortou os angolanos a votarem nas eleições de 2017 de modo a afastarem o MPLA do poder.

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