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Angola esgotou reservas da vacina da febre amarela


Campanha de vacinação contra a febre amarela no mercado do Quilómetro 30, em Luanda. Fevereiro de 2016

Campanha de vacinação contra a febre amarela no mercado do Quilómetro 30, em Luanda. Fevereiro de 2016

Brasil exige vacinação a turistas de Angola e RDC

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS) a epidemia de febre amarela que tem afectado Angola levou à ruptura das reservas mundiais de emergência da vacina.

A OMS revelou na semana passada que Angola registou até agora 3.137 casos suspeitos em todas as 18 províncias do país, dos quais 847 foram confirmados em laboratório.

A epidemia já matou 345 angolanos e a capital Luanda e a cidade de Huambo são as mais afectadas.

A maioria dos pacientes tem entre 15 e 24 anos de idade.

A febre amarela tem afectado Angola desde o final do ano de 2015 e já chegou a países vizinhos como a República Democrática do Congo.

A República Democrática do Congo registou 1,044 casos suspeitos de febre amarela desde Março, incluindo 71 mortes, informou a OMS, a 17 de Junho.

Desse número, 61 casos foram confirmados em laboratório. A OMS diz que estes casos estão relacionados com a epidemia da febre amarela em Angola.

Num relatório da OMS relativo a 16 de Junho, a organização escreve que apesar da vacinação massiva em Angola, o vírus persiste. Até ao momento já foram vacinadas cerca de dez milhões de pessoas e Angola esgotou seis milhões de doses de vacina contra a febre amarela.

Vacinação febre amarela no mercado do 30. Luanda, Angola

Vacinação febre amarela no mercado do 30. Luanda, Angola

Brasil passa a exigir vacinação a turistas de Angola e RDC

O governo brasileiro vai passar a exigir certificado internacional de vacinação contra a febre amarela de viajantes procedentes de Angola e da República Democrática do Congo e de outras pessoas que tenham como destino os dois países. A exigência é uma orientação da OMS devido ao surto da febre amarela urbana registado nestes dois países.

Os viajantes, inclusive delegações que virão para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, que estiverem em trânsito por esses países, devem apresentar o certificado com data de vacinação de pelo menos 10 dias antes da viagem. A exigência deverá permanecer até novas recomendações da OMS.

Transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, mesmo vetor do vírus Zika, da dengue e da chikungunya, a febre amarela urbana foi notificada pela última vez no Brasil em 1942, no Acre. No ao passado, foram registados nove casos de febre amarela silvestre em todo o Brasil, com cinco mortes. Este ano, até Abril, foi identificado um caso com óbito.

A maior parte do território brasileiro é considerada área com recomendação para vacinação de rotina contra a doença. Não fazem parte desta lista Ceará, Rio Grande do Norte, Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Espírito Santo e Rio de Janeiro.

No Brasil, a vacina contra a febre amarela é aplicada desde 1937. O imunizante está disponível gratuitamente nos postos de saúde da rede pública. Segundo a pasta, o produto é altamente eficaz e seguro para o uso a partir dos nove meses de idade em residentes e viajantes para áreas com recomendação de vacina ou a partir de seis meses de idade em situações de surto da doença. A vacina confere imunidade em 95% a 99% dos vacinados.

Sintomas

Os sintomas iniciais da febre amarela são: febre, calafrios, dor de cabeça, dores nas costas e no corpo, em geral, náuseas e vámitos, fadiga e fraqueza.

Em casos graves, a pessoa pode desenvolver febre alta, icterícia (coloração amarelada da pele e do branco dos olhos), hemorragia e, eventualmente, choque e insuficiência de múltiplos órgãos.


Com Agência Brasil

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