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Eleições angolanas: Oposição quer auditoria à base de dados dos cidadãos

  • Arão Ndipa

A oposição angolana diz ser imperativa a realização de uma auditoria independente à base de dados dos cidadãos maiores para aumentar a confiança e a credibilidade do processo eleitoral.O partido no poder
não concorda e reitera o apelo à confiança nas instituições do pais.
Para falar sobre o assunto, ouvimos a vice presidente do grupo
parlamentar da UNITA, Albertina Ngolo, o líder da bancada parlamentar
da CASA CE, Andre Mendes de Carvalho e o deputado do MPLA, João Pinto.

O ministério da administração o território vai a próxima semana,
proceder a entrega a comissão nacional eleitoral, do ficheiro com os
dados dos eleitores maiores de idades, depois da conclusão do processo
de registo eleitoral, a 31 de Março,

Nesta altura ainda decorre em todo o país, período de reclamações
dos cidadãos que se registaram no âmbito das eleições gerais de 2017 e
que tenham detectado erros nos seus dados eleitorais, para as devidas
correcções.

Segundo as autoridades que conduzem este processo, o procedimento de
reclamações decorre de uma imposição da lei e o prazo vai até o dia 19
do corrente mês.

As reivindicações deverão ser dirigidas às administrações municipais,
onde no termo de cinco dias poderão obter as devidas respostas ou as
correcções de eventuais erros que tenham a ver com nomes, idade, local
de residência e pontos de referência mal escritos.

A entidade envolvida no processo de preparação das eleições pretende,
como esta norma da lei, acautelar os erros registados nas eleições de
2012, onde muitos eleitores não exerceram o seu direito de voto devido
a falta de organização dos cadernos eleitorais.

Neste momento o ministério da administração do território está a
trabalhar na consolidação de todas as informações disponíveis para
organizar os dados eleitorais definitivos, que poderão ultrapassar os
nove milhões de eleitores.De acordo com a lei eleitoral, o ficheiro de identidade dos cidadãos
maiores deve ser entregue à Comissão Nacional Eleitoral no prazo de 15
dias, depois da convocação das eleições pelo Presidente da República.

Entretanto, os partidos políticos na oposição defendem uma auditoria
independente à base de dados dos cidadãos maiores para aumentar a
confiança e a credibilidade do processo eleitoral.

A UNITA alerta ainda para a importância de se garantir que os dados
dos cerca de dois milhões de eleitores, que nas eleições passadas,
foram excluídos do processo de votação, estão salvaguardados e sem
manipulações.

A vice presidente do grupo parlamentar da UNITA, Albertina Ngolo,
confirma as preocupações do seu partido.

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